Diferença entre câncer de mama HER2 positivo e negativo

Gustavo Schvartsman • 8 de abril de 2026

Qual a diferença entre câncer de mama HER2 positivo e negativo?


A diferença entre câncer de mama HER2 positivo e negativo está na presença da proteína HER2 nas células tumorais. No HER2 positivo, há superexpressão dessa proteína, o que estimula o crescimento mais rápido do tumor, mas permite o uso de terapias alvo específicas. No HER2 negativo, essa proteína não está presente em excesso, e o tratamento segue outras estratégias, como hormonioterapia, quimioterapia ou imunoterapia. Essa distinção define o comportamento biológico do tumor e orienta diretamente a escolha do tratamento e o prognóstico.


Introdução


Ao receber um diagnóstico de câncer de mama, é comum que surjam muitos termos técnicos que geram dúvidas e insegurança. Um dos mais importantes é a classificação do tumor como
HER2 positivo ou negativo. Essa diferença não é apenas um detalhe do laudo, ela influencia diretamente o comportamento da doença, as opções de tratamento e o prognóstico. Compreender o que significa câncer de mama HER2 positivo e negativo ajuda a entender por que alguns tratamentos funcionam melhor em determinados casos e por que a abordagem precisa ser individualizada.

Neste artigo você encontra o que é o HER2, como essa classificação é feita, quais são as implicações clínicas e como ela orienta as decisões terapêuticas. Continue a leitura para entender melhor esse tema.


O que é o receptor HER2


O HER2 é uma proteína localizada na superfície das células e participa do controle do crescimento e da divisão celular. Ele funciona como um sinalizador que orienta quando a célula deve
crescer ou se multiplicar.


Qual é a função do HER2 no organismo


Em condições normais, o HER2 ajuda a
manter o equilíbrio do crescimento das células mamárias. O problema surge quando essa proteína passa a ser produzida em excesso. Nessa situação, o estímulo ao crescimento celular se torna contínuo, favorecendo a multiplicação desordenada das células.


O que significa câncer de mama HER2 positivo


O câncer de mama HER2 positivo ocorre quando as células tumorais apresentam
excesso da proteína HER2 ou aumento do gene responsável por sua produção. Isso faz com que o tumor receba sinais constantes para crescer.


Principais características do HER2 positivo:

  • Crescimento tumoral mais acelerado
  • Maior agressividade quando não tratado de forma específica
  • Boa resposta a tratamentos direcionados contra o HER2


Esse subtipo representa uma parcela menor dos casos de câncer de mama, mas tem opções terapêuticas bem definidas e eficazes.


O que significa câncer de mama HER2 negativo


No câncer de mama HER2 negativo, não há excesso da proteína HER2 nem amplificação do gene correspondente. Nesses casos, o crescimento do tumor é guiado por
outros mecanismos biológicos.


Principais características do HER2 negativo:

  • Comportamento variável, dependendo de outros fatores do tumor
  • Não se beneficia de medicamentos que bloqueiam o HER2
  • Tratamento definido por outros marcadores, como receptores hormonais


O HER2 negativo inclui subtipos diferentes, desde tumores mais sensíveis a hormônios até formas mais agressivas, como o
triplo negativo.


Como é feito o teste do HER2


A definição entre câncer de mama HER2 positivo e negativo é feita por exames no tecido tumoral obtido por
biópsia ou cirurgia.


Exames mais utilizados:


Imuno-histoquímica
, que avalia a quantidade da proteína HER2;

Testes complementares, quando necessário, para confirmar o resultado.


Esses exames seguem critérios bem estabelecidos e são essenciais para definir o tratamento mais adequado.


Diferença no comportamento do tumor


A presença ou ausência do HER2 influencia diretamente o
comportamento do câncer de mama.


De forma geral:

  • HER2 positivo tende a crescer mais rápido se não tratado de forma específica
  • HER2 negativo apresenta comportamento mais variável, dependendo de outros marcadores


Com os tratamentos atuais, essa diferença no comportamento pode ser controlada de maneira eficaz.


Impacto do HER2 na escolha do tratamento


O status HER2 é um dos pontos centrais no planejamento terapêutico.


Tratamento no câncer de mama HER2 positivo


Quando o tumor é HER2 positivo, são utilizados medicamentos que
bloqueiam diretamente essa proteína.


Abordagens mais comuns:

  • Terapias alvo específicas contra o HER2
  • Associação com quimioterapia em muitos casos
  • Uso antes ou após a cirurgia, conforme o estágio da doença


Essas estratégias aumentaram de forma significativa o controle da doença e reduziram o risco de recorrência. Os principais medicamentos utilizados são o trastuzumabe, pertuzumabe e, mais recentemente, o trastuzumabe-deruxtecan. Este último é o medicamento mais eficaz, já sendo provado em diversos contextos da doença, seja na primeira linha da doença metastática, seja como tratamento neoadjuvante ou adjuvante. s


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Tratamento no câncer de mama HER2 negativo


No HER2 negativo, o tratamento segue outros caminhos.


Opções possíveis:

  • Terapia hormonal, quando o tumor é sensível a hormônios
  • Quimioterapia, de acordo com o risco individual
  • Imunoterapia em situações específicas


A ausência do HER2 muda completamente a lógica do tratamento.


Relação com outros marcadores do câncer de mama


A avaliação do câncer de mama não se baseia apenas no HER2. Outros fatores também são analisados. Confira os marcadores importantes:

  • Receptores hormonais
  • Índices de proliferação celular
  • Características clínicas do tumor


A combinação dessas informações permite um tratamento
mais preciso e individualizado.


Prognóstico e evolução da doença


Hoje, o prognóstico do câncer de mama depende muito mais do
tratamento adequado do que apenas do subtipo biológico.


Com as terapias atuais, pacientes com câncer de mama HER2 positivo e negativo podem apresentar
resultados semelhantes, principalmente quando o diagnóstico ocorre em fases iniciais.


A importância da medicina personalizada


A distinção entre câncer de mama HER2 positivo e negativo é um exemplo claro da oncologia moderna, que busca tratar cada tumor de forma individual.


Vantagens dessa abordagem:

  1. Tratamentos mais eficazes
  2. Menor exposição a terapias desnecessárias
  3. Melhor equilíbrio entre controle da doença e qualidade de vida


Cada paciente tem um tumor com
características próprias, e o tratamento deve respeitar essa individualidade.


Dúvidas comuns após o diagnóstico


Receber a informação sobre o status HER2 pode gerar insegurança, mas alguns pontos ajudam a esclarecer o cenário.

  • HER2 positivo não significa pior prognóstico quando tratado corretamente
  • HER2 negativo reúne diferentes tipos de tumor, com comportamentos distintos
  • O acompanhamento especializado faz grande diferença nos resultados


Conversar com a equipe médica e entender o plano de tratamento é fundamental para atravessar essa fase com mais segurança e clareza.


Perguntas frequentes



  • O que é HER2 positivo e negativo?

    HER2 positivo significa que o tumor apresenta superexpressão da proteína HER2, associada a maior agressividade biológica. HER2 negativo indica ausência dessa superexpressão, com comportamento tumoral diferente.

  • Qual é a principal diferença entre câncer de mama HER2 positivo e negativo?

    A diferença está na presença ou ausência da proteína HER2, que influencia o crescimento do tumor e define se terapias alvo anti-HER2 podem ser utilizadas.

  • Qual a função do gene HER2 no câncer de mama?

    O gene HER2 participa do controle do crescimento e da divisão celular. Quando está hiperativado, pode estimular a multiplicação descontrolada das células tumorais.

  • Como é feito o exame para saber se o tumor é HER2 positivo ou negativo?

    A avaliação é realizada no tecido da biópsia por imuno-histoquímica e, quando necessário, por testes genéticos complementares para o gene HER2.

  • O que significa score 0 para HER2?

    Score 0 indica ausência de expressão da proteína HER2 no tumor, classificando-o como HER2 negativo.

  • Por que é importante saber se existe a proteína HER2 em uma biópsia de câncer de mama?

    Porque o status HER2 orienta o tratamento desde o início, definindo se terapias alvo específicas poderão ser usadas.

  • O tratamento muda entre HER2 positivo e negativo?

    Sim. No HER2 positivo, são indicadas terapias que bloqueiam essa proteína. No HER2 negativo, o tratamento pode envolver hormonioterapia, quimioterapia, imunoterapia ou combinações.

  • Câncer de mama HER2 positivo é mais agressivo?

    Sem tratamento específico, tende a crescer mais rapidamente. Com as terapias atuais, o controle da doença é muito eficaz e o prognóstico melhorou bastante.

  • HER2 positivo precisa de quimioterapia?

    Na maioria dos casos, sim. A quimioterapia costuma ser associada às terapias anti-HER2 para aumentar a eficácia do tratamento.

  • O que é câncer de mama com receptor hormonal positivo e HER2 positivo?

    É um subtipo que expressa receptores hormonais e HER2. O tratamento geralmente combina hormonioterapia, quimioterapia e terapias alvo anti-HER2.

  • HER2 negativo é bom?

    Não se trata de bom ou ruim. HER2 negativo apenas indica que o tumor não depende dessa via específica de crescimento, o que muda a estratégia terapêutica.

  • Câncer de mama HER2 negativo é sempre menos grave?

    Não. O HER2 negativo inclui subtipos diferentes, como tumores hormônio sensíveis e o câncer de mama triplo negativo, que pode ser mais agressivo.

  • Câncer de mama HER2 negativo tem cura?

    Sim. Muitos casos apresentam altas taxas de cura, especialmente quando diagnosticados precocemente e tratados de forma adequada.

  • Qual a sobrevida para pacientes com câncer de mama HER2 positivo?

    Atualmente, a sobrevida é elevada, principalmente em fases iniciais. As terapias anti-HER2 transformaram o prognóstico desse subtipo.

  • O prognóstico é diferente entre câncer de mama HER2 positivo e negativo?

    Com os tratamentos atuais, as taxas de sobrevida são semelhantes em muitos cenários, sobretudo quando o diagnóstico ocorre em estágios iniciais.

  • O HER2 positivo interfere na chance de cura do câncer de mama?

    Interfere principalmente na forma de tratar. Com a terapia correta, a chance de controle e cura em fases iniciais é alta.

  • Ter câncer de mama HER2 positivo significa que o tratamento será mais longo?

    Nem sempre. Alguns esquemas incluem etapas adicionais com terapias alvo, mas isso não implica obrigatoriamente um tratamento mais difícil.

  • O status HER2 influencia os efeitos colaterais do tratamento?

    Sim. Terapias anti-HER2 têm perfis de efeitos colaterais diferentes da quimioterapia tradicional, o que muda a experiência do tratamento.

  • O acompanhamento após o tratamento muda conforme o status HER2?

    Pode mudar. O tipo de seguimento e a frequência dos exames dependem do subtipo do tumor e do tratamento realizado.

  • O status HER2 pode mudar ao longo do tempo?

    Em alguns casos, sim. Tumores que recidivam ou metastatizam podem apresentar mudanças no perfil biológico.

  • Um câncer de mama HER2 negativo pode se tornar HER2 positivo no futuro?

    Em situações específicas, principalmente em recidivas ou metástases, o perfil pode se modificar, motivo pelo qual novas biópsias podem ser indicadas.

  • Por que saber se o tumor é HER2 positivo ou negativo é tão importante logo no início?

    Porque essa informação define decisões fundamentais do tratamento inicial e pode impactar diretamente os resultados a longo prazo.

Especialista em oncologia em São Paulo | Dr. Gustavo Schvartsman


A diferença entre câncer de mama HER2 positivo e negativo vai muito além de uma classificação laboratorial. Ela define o
comportamento do tumor, orienta o tratamento e influencia diretamente o prognóstico. Hoje, graças ao avanço das terapias alvo e da medicina personalizada, ambos os grupos podem ser tratados com estratégias eficazes e cada vez mais seguras. Entender essa distinção permite que o paciente participe de forma mais ativa das decisões sobre o próprio tratamento.


Se você busca por um oncologista com expertise e experiência, sou o Dr. Gustavo Schvartsman, especialista em oncologia clínica. Formado pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo, me especializei no MD Anderson Cancer Center, adquirindo experiência internacional e aprofundando meu foco em imunoterapia. Hoje atuo no Hospital Israelita Albert Einstein, onde ofereço tratamentos personalizados e terapias de última geração. Meu compromisso é garantir que cada paciente receba o melhor cuidado possível e as opções de tratamento mais adequadas para seu caso. Para mais informações, acesse o meu site ou clique aqui para agendar uma consulta.



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Outra combinação recentemente aprovada é a de lazertinibe, molécula semelhante ao osimertinibe, com amivantamabe, que também foi superior ao osimertinibe isolado no estudo MARIPOSA, mas igualmente associada a toxicidades que exigem manejo cuidadoso. A decisão terapêutica passa por avaliação detalhada do caso, considerando aspectos radiológicos, moleculares, clínicos e as preferências do paciente. No segundo semestre de 2025, o New England Journal of Medicine publicou a análise final de sobrevida global do estudo FLAURA2 , que avaliou o uso do osimertinibe em combinação com quimioterapia à base de platina e pemetrexed como tratamento inicial. Os resultados demonstraram ganho adicional de sobrevida global em comparação ao osimertinibe isolado, com mediana de 47,5 meses versus 37,6 meses, respectivamente, confirmando que a intensificação terapêutica pode trazer benefício clínico relevante em pacientes selecionados, embora associada a maior incidência de efeitos adversos, exigindo criteriosa avaliação individual. Pacientes operados com alto risco de recidiva Desde 2020, o Osimertinibe é aprovado como terapia adjuvante em alguns estágios de tumores operados com mutações EGFR, que carregam alto risco de recidiva a despeito da cirurgia completa. O estudo ADAURA demonstrou uma redução de aproximadamente 80 por cento no risco de recidiva ou morte. Efeitos colaterais O Osimertinibe costuma ser bem tolerado, mantendo bom perfil de segurança. Entre os efeitos mais frequentes estão diarreia, erupções cutâneas, fadiga, alterações nas unhas, e tosse leve. Efeitos raros incluem pneumonite e prolongamento do intervalo QT. 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