Especialista em melanoma: A importância do oncologista no tratamento

Gustavo Schvartsman • 1 de julho de 2025

O melanoma é um dos tipos mais graves de câncer de pele, originado nos melanócitos, células responsáveis pela pigmentação da pele. Apesar de sua alta taxa de mortalidade quando não tratado precocemente, o melanoma possui chances significativas de cura quando diagnosticado e tratado adequadamente.


Este artigo aborda o
papel fundamental do oncologista no manejo dessa doença, desde o diagnóstico até as terapias mais modernas. 


O que é o melanoma?


O melanoma é um tipo de câncer que tem origem nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele. Ele está frequentemente associado à exposição prolongada ao sol sem proteção adequada ou ao uso de câmaras de bronzeamento artificial. Embora seja mais comum na pele, o melanoma também pode aparecer em locais menos evidentes, como olhos, mucosas e até sob as unhas.




Características do melanoma


  • Lesões pigmentadas: São comuns alterações visíveis, como manchas ou pintas com cores irregulares, bordas assimétricas e formato desigual.
  • Crescimento acelerado: O melanoma pode se desenvolver rapidamente, tornando essencial o diagnóstico precoce.
  • Risco de metástase: Em estágios avançados, pode se espalhar para órgãos vitais, como pulmões, fígado e cérebro, tornando o tratamento mais complexo.


O reconhecimento desses sinais e a busca por orientação médica o mais rápido possível são fundamentais para um manejo eficaz da doença.


Quando procurar um especialista em melanoma?


Consultar um especialista em dermatologia com expertise em melanoma
é fundamental ao notar alterações suspeitas na pele. A identificação precoce aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento e previne complicações.


Sinais de alerta que exigem atenção


Lesões assimétricas:
Pintas ou manchas com formas irregulares e bordas mal definidas.

Cores variadas: Alterações que apresentam múltiplos tons, como preto, marrom, vermelho ou azul.

Diâmetro acima de 6 mm: Manchas maiores que uma borracha de lápis devem ser avaliadas.

Mudanças em pintas existentes: Coceira, sangramento, crescimento acelerado ou mudanças de textura.

Histórico familiar: Casos de melanoma ou câncer de pele na família aumentam o risco.


A importância do diagnóstico precoce


Quando detectado em estágios iniciais, o melanoma tem
taxas de cura superiores a 90%. Além disso,  o diagnóstico precoce reduz a probabilidade de o tumor se espalhar para órgãos vitais (metástase).


Ao identificar qualquer um desses sinais,
procure imediatamente um dermatologista para garantir um acompanhamento adequado e eficaz.


Tratamentos para melanoma


O tratamento do melanoma é planejado de forma
personalizada pelo oncologista, levando em conta o estágio da doença e as particularidades de cada paciente. A abordagem pode incluir diversas modalidades terapêuticas, cada uma com objetivos específicos.


Cirurgia

Nos estágios iniciais, a remoção cirúrgica do tumor é o tratamento mais comum e frequentemente curativo.


Imunoterapia

A imunoterapia estimula o sistema imunológico a identificar e destruir as células cancerígenas.


Avanços recentes: Inibidores de checkpoint imunológico, como os
anti-PD-1 e anti-CTLA-4, têm demonstrado excelente eficácia em casos avançados ou metastáticos.

Além da doença metastática, a imunoterapia hoje tem papel decisivo na redução de risco do surgimento de metástases em lesões localizadas mas muito profundas (estágio IIB e IIC) ou com disseminação linfonodal (estágio III), como tratamento pré ou pós-operatório.


Terapia-alvo


A terapia-alvo pode ser indicada para melanomas que apresentam a mutação BRAF, encontrada em aproximadamente 50% dos casos avançados.


Principais medicamentos: duas combinações são comumente utilizadas - encorafenibe + binimetinibe ou dabrafenibe + trametinibe. A principal indicação é a presença de alto volume de doença ou pacientes muito sintomáticos ao diagnóstico, pois a terapia alvo pode proporcionar respostas rápidas e profundas. Isso é de particular importância para metástases cerebrais que requerem corticosteroides para diminuir o edema cerebral, que afeta a eficácia da imunoterapia. 


Apesar das vantagens, o controle a longo prazo com imunoterapia é melhor quando não houver urgência no início do tratamento.


Radioterapia


É indicada para pacientes com metástases, ajudando no controle da progressão e no alívio de sintomas, como dor ou desconforto.


Cada modalidade é cuidadosamente integrada ao plano de tratamento para maximizar a
eficácia, promover o bem-estar do paciente e melhorar os resultados a longo prazo.


Benefícios de contar com um especialista em melanoma


A expertise de um oncologista especializado em melanoma desempenha um papel essencial na obtenção dos melhores desfechos para o paciente.


  • Desenvolvimento de estratégias terapêuticas ajustadas ao perfil genético do tumor, garantindo maior eficácia no combate à doença.
  • Realização de acompanhamentos regulares para identificar possíveis recidivas precocemente, aumentando as chances de controle da doença.
  • Trabalho em conjunto com dermatologistas, cirurgiões e outros especialistas, proporcionando uma abordagem abrangente e centrada no paciente.


Especialista em melanoma em São Paulo | Dr. Gustavo Schvartsman


O especialista em melanoma desempenha um papel indispensável no diagnóstico e tratamento dessa condição. A detecção precoce, associada ao uso de terapias modernas e acompanhamento contínuo,
aumenta significativamente as chances de cura e melhora a qualidade de vida dos pacientes. Se você identificar sinais suspeitos ou tiver fatores de risco, busque um oncologista especializado o quanto antes.


Se você busca por um oncologista com expertise e experiência no tratamento do Melanoma, sou o Dr. Gustavo Schvartsman, especialista em oncologia clínica. Formado pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo, me especializei no MD Anderson Cancer Center, adquirindo experiência internacional e aprofundando meu foco em imunoterapia. Hoje atuo no Hospital Israelita Albert Einstein, onde ofereço tratamentos personalizados e terapias de última geração. Meu compromisso é garantir que cada paciente receba o melhor cuidado possível e as opções de tratamento mais adequadas para seu caso. Para mais informações, acesse o meu site ou clique aqui para agendar uma consulta.

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Continue a leitura para entender como esse avanço pode impactar o tratamento. O que é o Osimertinibe e como ele funciona? O Osimertinibe é um inibidor de tirosina-quinase (TKI) de terceira geração usado no tratamento de tumores pulmonares que apresentam mutações específicas no gene EGFR. Ele foi desenvolvido para bloquear sinalizações que mantêm o crescimento celular descontrolado em muitos casos de carcinoma de pulmão de não pequenas células. Por atuar de forma precisa, tornou-se um dos pilares do tratamento moderno para pacientes com mutações sensíveis e resistentes no EGFR. Mecanismo de ação O medicamento atua de forma seletiva sobre mutações EGFR importantes, como: L858R Deleções no éxon 19 Mutação de resistência T790M Outro aspecto relevante é sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica , permitindo controle eficaz de lesões cerebrais. Por que isso importa Ao bloquear a via EGFR, o Osimertinibe interrompe sinais que estimulam a proliferação tumoral. Como resultado, reduz o crescimento do tumor e prolonga a sobrevida . Evidências mostram benefício consistente até mesmo em pessoas previamente tratadas com outros TKIs, reforçando seu papel como terapia de alto impacto. Quem pode se beneficiar do Osimertinibe no câncer de pulmão Pacientes com mutações EGFR sensibilizantes O grupo mais beneficiado inclui pessoas com: Deleções no éxon 19 L858R no éxon 21 Algumas outras alterações mais raras no EGFR Pacientes com mutação T790M A mutação T790M aparece como forma de resistência em aproximadamente 50 a 60 por cento dos pacientes tratados com TKIs de gerações anteriores. O Osimertinibe foi o primeiro TKI a demonstrar eficácia comprovada contra essa alteração, com impacto direto no controle da doença. Pacientes com metástases cerebrais Por atravessar o sistema nervoso central, o medicamento é especialmente útil para: Controlar metástases cerebrais já diagnosticadas Prevenir o surgimento de novas lesões Reduzir sintomas neurológicos Postergar radioterapia Dados publicados no New England Journal of Medicine evidenciam redução significativa no risco de progressão intracraniana. Pacientes recém diagnosticados com doença avançada No estudo FLAURA , considerado referência global, o osimertinibe mostrou aumento da sobrevida global para 18,9 meses, contra 10,2 meses com outros TKIs. Em cenários de maior risco biológico, estratégias de intensificação terapêutica têm sido avaliadas. Nesse contexto, o uso do osimertinibe associado à quimioterapia demonstrou prolongamento do tempo até progressão da doença e da sobrevida global, à custa de maior incidência de efeitos colaterais, sendo uma abordagem reservada para casos selecionados. Outra combinação recentemente aprovada é a de lazertinibe, molécula semelhante ao osimertinibe, com amivantamabe, que também foi superior ao osimertinibe isolado no estudo MARIPOSA, mas igualmente associada a toxicidades que exigem manejo cuidadoso. A decisão terapêutica passa por avaliação detalhada do caso, considerando aspectos radiológicos, moleculares, clínicos e as preferências do paciente. No segundo semestre de 2025, o New England Journal of Medicine publicou a análise final de sobrevida global do estudo FLAURA2 , que avaliou o uso do osimertinibe em combinação com quimioterapia à base de platina e pemetrexed como tratamento inicial. Os resultados demonstraram ganho adicional de sobrevida global em comparação ao osimertinibe isolado, com mediana de 47,5 meses versus 37,6 meses, respectivamente, confirmando que a intensificação terapêutica pode trazer benefício clínico relevante em pacientes selecionados, embora associada a maior incidência de efeitos adversos, exigindo criteriosa avaliação individual. Pacientes operados com alto risco de recidiva Desde 2020, o Osimertinibe é aprovado como terapia adjuvante em alguns estágios de tumores operados com mutações EGFR, que carregam alto risco de recidiva a despeito da cirurgia completa. O estudo ADAURA demonstrou uma redução de aproximadamente 80 por cento no risco de recidiva ou morte. Efeitos colaterais O Osimertinibe costuma ser bem tolerado, mantendo bom perfil de segurança. Entre os efeitos mais frequentes estão diarreia, erupções cutâneas, fadiga, alterações nas unhas, e tosse leve. Efeitos raros incluem pneumonite e prolongamento do intervalo QT. O monitoramento com o oncologista reduz riscos e permite ajustes adequados do tratamento quando necessário. Como é feito o diagnóstico das mutações EGFR Para indicar o Osimertinibe corretamente, é essencial identificar as mutações por meio de: Sequenciamento de nova geração (NGS) PCR em tempo real Biópsia líquida (quando o tumor libera DNA no sangue) Esses métodos estão amplamente disponíveis e ajudam a escolher a melhor abordagem terapêutica. Atenção! O NGS é sempre preferível para buscar co-mutações associadas ao EGFR que podem afetar prognóstico e auxiliar na decisão de tratamento, uma vez que hoje há mais de uma opção. Esse método sequencia centenas de genes ao mesmo tempo. Por que isso é decisivo Sem o teste molecular, não é possível confirmar se o tumor depende da via EGFR. Sem essa informação, o tratamento pode não trazer o benefício esperado. Osimertinibe como parte de um tratamento personalizado O plano terapêutico é individualizado e leva em conta o tipo e localização do tumor, o estágio da doença, a existência de metástases e as condições clínicas do paciente. Muitas vezes, o Osimertinibe integra um programa terapêutico que pode incluir: Imunoterapia Quimioterapia Radioterapia Cuidados de suporte Essa integração promove melhor controle, diminui sintomas e contribui para avanços importantes na qualidade de vida. Perguntas frequentes
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