Tebentafusp: Avanços e expectativas no combate ao melanoma uveal

Gustavo Schvartsman • 30 de maio de 2025

O Tebentafusp, uma inovação no campo da oncologia, tem ganhado destaque por sua abordagem eficaz no combate ao melanoma uveal


Este artigo aborda o que é o
Tebentafusp, como ele funciona, suas indicações e as expectativas em torno desse tratamento. Continue a leitura para conhecer os avanços e desafios dessa nova opção terapêutica.


O que é o Tebentafusp?


O Tebentafusp é uma terapia
biespecífica inovadora que atua ligando células T do sistema imunológico a uma proteína específica de melanócitos, chamada GP100, estimulando uma resposta imune direcionada e eficaz contra esse tipo de câncer.


Como funciona o Tebentafusp?


O Tebentafusp funciona conectando uma proteína específica na célula tumoral a um receptor presente nas células T, criando uma "ponte" que
ativa essas células para atacar e eliminar as células cancerígenas. Esse processo permite que o sistema imunológico identifique e combata os tumores de maneira mais eficaz. Para fazer essa ponte, deve haver uma compatibilidade de um componente do sistema imune, chamado HLA. Especificamente, deve-se testar o HLA para se identificar o subtipo A*02:01, que está presente em cerca de 50% da população de etnia caucasiana, e em cerca de 25% da população brasileira.


Indicações para o Uso do Tebentafusp


Hoje a única indicação é para melanoma uveal. Trata-se de um tipo de melanoma, que tradicionalmente surge na pele, mas que se desenvolve a partir de melanomas contidos numa parte do olho, a úvea. Esse tumor frequentemente se dissemina com metástases, na maior parte para o fígado. Quando na sua forma metastática, a testagem do HLA é fundamental para determinar a elegibilidade ao tebentafusp, que é aprovado em primeira linha de tratamento pela ANVISA.


Benefícios potenciais do Tebentafusp


  1. Precisão direcionada: Atua seletivamente nas células cancerígenas, minimizando danos aos tecidos saudáveis.
  2. Estímulo imunológico: Potencializa a capacidade do sistema imunológico de identificar e eliminar células malignas.
  3. Resposta prolongada: Alguns pacientes observam remissões duradouras após o tratamento.


Resultados e expectativas em estudos clínicos


Os estudos iniciais indicam que o tebentafusp pode aumentar a taxa de resposta em pacientes com melanoma uveal. Dados clínicos mostram uma
taxa de controle da doença de até 50% em casos avançados.


Dados clínicos relevantes


O estudo de fase 3 pivotal mostrou que tebentafusp reduziu o risco de morte em 32% comparado com o tratamento padrão de quimioterapia ou pembrolizumabe. É um resultado significativo, que levou à primeira aprovação de um remédio especificamente para melanomas uveais.


Efeitos colaterais:
Incluem reações no local da infusão e sintomas semelhantes aos da gripe, geralmente manejáveis e mais frequentes nos primeiros ciclos.


Desafios e limitações


Embora o tebentafusp represente um avanço promissor na oncologia, alguns desafios permanecem.


Em alguns casos pode haver resistência ao tratamento. A resposta à terapia pode
variar entre os pacientes, com alguns não apresentando resultados significativos.


Um outro ponto é que o uso do tebentafusp ainda é restrito a ensaios clínicos em muitas regiões,
limitando seu acesso.


Além disso, a necessidade de
infraestrutura especializada e o alto custo do tratamento podem dificultar sua disponibilidade em alguns países.


Perguntas frequentes


O que é Tebentafusp?

Tebentafusp é uma terapia imunológica biespecífica que conecta células T a células tumorais, estimulando uma resposta imune direcionada contra certos tipos de câncer, como o melanoma uveal.


Para quais tipos de câncer o Tebentafusp é indicado?

O Tebentafusp é principalmente indicado para o tratamento do melanoma uveal.


Quais são os principais benefícios do Tebentafusp?

Os benefícios incluem precisão no ataque às células tumorais, preservação de tecidos saudáveis, estímulo da resposta imune e potencial para respostas prolongadas com remissões duradouras.


Quais são os possíveis efeitos colaterais do Tebentafusp?

Os efeitos colaterais comuns incluem reações no local da infusão e sintomas similares aos de gripe. Geralmente, esses efeitos são considerados controláveis.


Qual a taxa de sucesso do Tebentafusp?

Ensaios clínicos de fase 3 mostram uma redução do risco de morte em 32% comparado ao grupo controle.


Como o Tebentafusp interage com o sistema imunológico do paciente?

Ele age formando uma ponte entre as células T do sistema imunológico e as células cancerígenas, ativando a resposta imunológica para atacar especificamente as células tumorais.


O tratamento com Tebentafusp pode ser combinado com outras terapias?

Por enquanto não, mas estudos estão em andamento para investigar a eficácia do Tebentafusp em combinação com outras terapias oncológicas, como quimioterapia e outras formas de imunoterapia.


Quais são as alternativas de tratamento se o Tebentafusp não for eficaz?

Pacientes que não respondem ao Tebentafusp podem considerar outras opções como imunoterapias diferentes, tratamentos alvo-dirigidos, quimioterapia ou ensaios clínicos de novas abordagens.


O Tebentafusp pode ser usado em pacientes com metástases em múltiplos órgãos?

Sim, ele é projetado para combater o melanoma uveal e outros tipos de cânceres metastáticos, mas a eficácia pode variar conforme a extensão e localização das metástases.


Como o Tebentafusp se diferencia de outras imunoterapias?

O Tebentafusp é único por ser uma terapia biespecífica que conecta diretamente células T a células tumorais, estimulando uma resposta imune específica e direcionada.


Conclusão


O Tebentafusp representa um marco promissor na luta contra cânceres específicos, oferecendo uma nova esperança com sua abordagem precisa e inovadora. Apesar dos desafios e limitações, seu
potencial de eficácia e precisão torna-o uma opção de tratamento valiosa em determinados casos.

Você já conhecia o Tebentafusp? Deixe seu comentário e compartilhe este artigo com familiares e amigos.


Sou o Dr. Gustavo Schvartsman, especialista em oncologia clínica. Formei-me pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo e me especializei no MD Anderson Cancer Center, adquirindo experiência internacional e aprofundando meu foco em imunoterapia. Hoje atuo no Hospital Israelita Albert Einstein, onde ofereço tratamentos personalizados e terapias de última geração. Meu compromisso é garantir que cada paciente receba o melhor cuidado possível e as opções de tratamento mais adequadas para seu caso. Para mais informações, explore o meu site ou clique aqui para agendar uma consulta.


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Outra combinação recentemente aprovada é a de lazertinibe, molécula semelhante ao osimertinibe, com amivantamabe, que também foi superior ao osimertinibe isolado no estudo MARIPOSA, mas igualmente associada a toxicidades que exigem manejo cuidadoso. A decisão terapêutica passa por avaliação detalhada do caso, considerando aspectos radiológicos, moleculares, clínicos e as preferências do paciente. No segundo semestre de 2025, o New England Journal of Medicine publicou a análise final de sobrevida global do estudo FLAURA2 , que avaliou o uso do osimertinibe em combinação com quimioterapia à base de platina e pemetrexed como tratamento inicial. 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