Carcinoma espinocelular de pele: Tudo o que você precisa saber

Gustavo Schvartsman • 15 de outubro de 2025

O carcinoma espinocelular é um dos tipos mais comuns de câncer de pele e, apesar de ter alta taxa de cura quando diagnosticado precocemente, pode se tornar agressivo se não tratado. Ele se desenvolve nas células escamosas da pele e pode atingir tecidos mais profundos, gerando complicações e até metástases. Entender suas causas, sintomas, formas de diagnóstico e tratamento é fundamental para prevenir e lidar com a doença de maneira eficaz.


Neste artigo, você vai encontrar informações sobre o carcinoma espinocelular.
Continue a leitura e entenda mais sobre essa condição.


O que é carcinoma espinocelular?


O carcinoma espinocelular, também chamado de carcinoma de células escamosas, é um
tipo de câncer de pele que se desenvolve nas células escamosas, estruturas planas que formam grande parte das camadas superficiais da pele.

Ele corresponde a cerca de 20% dos cânceres de pele não melanoma e pode surgir em qualquer região do corpo. No entanto, é mais frequente em áreas expostas ao sol, como rosto, orelhas, pescoço, braços e mãos.


Causas e fatores de risco


A principal causa do carcinoma espinocelular é a exposição prolongada e sem proteção à radiação ultravioleta (UV),
proveniente do sol ou de câmaras de bronzeamento artificial. Outros fatores também aumentam o risco, entre eles:


  • Pele clara, cabelos loiros ou ruivos e olhos claros
  • Histórico de queimaduras solares graves
  • Envelhecimento natural da pele
  • Imunossupressão (como em pacientes transplantados ou com HIV)
  • Presença de cicatrizes, feridas crônicas ou inflamações persistentes
  • Contato frequente com substâncias químicas, como arsênio
  • Histórico familiar de câncer de pele


Assista ao vídeo:




Sintomas do carcinoma espinocelular


O carcinoma espinocelular pode se manifestar de maneiras distintas. Os sinais mais comuns incluem:


  • Lesão elevada com superfície áspera ou descamativa
  • Ferida que não cicatriza ou sangra facilmente
  • Placa avermelhada e endurecida
  • Nódulo firme, possivelmente com crostas
  • Nos casos mais avançados, dor, coceira ou ulceração profunda


Atenção:
qualquer lesão que persista por mais de quatro semanas deve ser examinada.


Diagnóstico


O diagnóstico costuma seguir duas etapas principais:


Avaliação clínica
: O médico dermatologista analisa a lesão, seu histórico e evolução.


Biópsia
: Retirada parcial ou total da lesão para análise laboratorial, confirmando o diagnóstico e identificando o tipo e o grau de agressividade.


Se houver suspeita de disseminação, podem ser solicitados exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou PET-CT.


Classificação e estágios


A doença é classificada conforme sua extensão:


Estágio I e II:
Tumor restrito à pele, sem disseminação.

Estágio III: Invasão de tecidos vizinhos ou linfonodos regionais.

Estágio IV: Presença de metástases em órgãos distantes.


Além disso, o grau de diferenciação das células tumorais é avaliado, influenciando diretamente as decisões terapêuticas e o prognóstico.


Tratamento do carcinoma espinocelular


A escolha do tratamento leva em conta o tamanho e a localização da lesão, o estágio da doença e as condições gerais de saúde do paciente. As opções incluem:


  • Cirurgia excisional: remoção completa da lesão com margem de segurança.
  • Cirurgia de Mohs: técnica precisa, indicada para áreas como o rosto, que preserva o máximo de tecido saudável possível.
  • Crioterapia: uso de nitrogênio líquido para congelar e destruir lesões superficiais.
  • Radioterapia: indicada quando a cirurgia não é viável ou como tratamento complementar.
  • Terapias sistêmicas: como imunoterapia ou quimioterapia, aplicadas em casos avançados ou metastáticos.


Prognóstico


Quando diagnosticado e tratado precocemente, o carcinoma espinocelular tem taxa de cura de
até 95%. No entanto, se não for identificado a tempo, pode invadir estruturas profundas e se espalhar para linfonodos e outros órgãos, comprometendo a sobrevida.


Quando procurar um oncologista?


A maior parte dos tumores é superficial e resolvida no consultório do dermatologista ou cirurgião plástico/oncológico.


Mas atenção! Quando a lesão é muito grande ou profunda, a cirurgia pode ser mais complexa e mutilante, com necessidade de retalhos e grandes cicatrizes. Isso é ainda mais comum em casos de recidiva local, após uma primeira cirurgia. Nesses casos, o potencial de cura também diminui. Hoje, a
imunoterapia tem uma capacidade enorme de, com poucas doses, reduzir o tamanho das lesões e viabilizar uma cirurgia menor, ou mesmo eliminar a necessidade da operação em casos de resposta completa.


Em casos onde a cirurgia foi feita, mas a patologia mostra algumas características de alto risco, como invasão perineural, disseminação para gânglios, infiltração de tecidos ósseos, a
imunoterapia com cemiplimabe pode ser considerada no pós-operatório para reduzir o risco de recidiva.

Para casos mais avançados, onde a cirurgia ou radioterapia não são factíveis, ou para quando houver metástases, a imunoterapia com cemiplimabe ou pembrolizumabe é o melhor tratamento.


Prevenção


A prevenção é possível e envolve cuidados simples:


  1. Usar protetor solar diariamente (FPS 30 ou mais)
  2. Evitar exposição solar entre 10h e 16h
  3. Usar roupas, chapéus e óculos com proteção UV
  4. Não utilizar câmaras de bronzeamento artificial
  5. Realizar autoexame da pele e buscar avaliação médica diante de qualquer alteração suspeita


Diferença entre carcinoma espinocelular e outros cânceres de pele


Carcinoma basocelular
: mais frequente, porém de crescimento mais lento e menor potencial de metástase.


Melanoma
: menos comum, mas com alto risco de disseminação precoce.


Carcinoma espinocelular:
pode invadir tecidos locais e, sem tratamento, atingir outros órgãos.


Carcinoma de Células de Merkel:
talvez o tumor mais agressivo da pele. Precisa de cuidado oncológico em todos os casos.


Perguntas frequentes



  • O que é carcinoma espinocelular?

    O carcinoma espinocelular é um tipo de câncer de pele não melanoma que se origina nas células escamosas, podendo afetar pele, mucosas e outras áreas do corpo.


  • Quais são as causas do carcinoma espinocelular?

    A principal causa é a exposição prolongada à radiação ultravioleta, proveniente do sol ou de câmaras de bronzeamento. Outros fatores incluem pele clara, idade avançada, imunossupressão e histórico de lesões crônicas na pele.


  • Quais são os sintomas do carcinoma espinocelular?

    Podem surgir lesões elevadas com superfície áspera, feridas que não cicatrizam, placas avermelhadas e endurecidas ou nódulos com crostas. Em casos avançados, há dor, coceira ou ulceração profunda.


  • Quais são os sintomas do carcinoma espinocelular no rosto?

    No rosto, pode aparecer como lesão elevada, descamativa, avermelhada ou ferida que não cicatriza e pode sangrar facilmente.


  • Qual a diferença entre carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular?

    O carcinoma basocelular cresce mais lentamente e raramente metastatiza, enquanto o carcinoma espinocelular tem maior potencial de invasão e metástase.


  • Qual a região anatômica mais frequente do carcinoma espinocelular?

    As áreas mais comuns são as expostas ao sol, como rosto, orelhas, pescoço, couro cabeludo, braços e mãos.


  • Como o carcinoma espinocelular evolui?

    Se não tratado, pode crescer localmente, invadir tecidos vizinhos e, em estágios avançados, se espalhar para linfonodos e outros órgãos.


  • O carcinoma espinocelular dói?

    Nem sempre. A dor pode surgir em fases avançadas ou quando há invasão de estruturas mais profundas.

  • O carcinoma espinocelular sangra?

    Sim. Lesões podem sangrar espontaneamente ou ao menor atrito, especialmente em áreas expostas.


  • Qual é o tratamento para carcinoma espinocelular?

    O tratamento geralmente é cirúrgico, podendo incluir cirurgia de Mohs, crioterapia, radioterapia ou terapias sistêmicas em casos avançados.


  • Qual é o tratamento para carcinoma espinocelular da pele?

    Segue o mesmo princípio do tratamento geral, priorizando cirurgia com margens de segurança e, em casos selecionados, radioterapia ou imunoterapia.


  • O carcinoma espinocelular é grave?

    Embora tenha altas taxas de cura quando detectado precocemente, pode invadir tecidos profundos e gerar metástases, tornando o tratamento mais complexo e reduzindo a sobrevida.


  • Qual é o tratamento para carcinoma espinocelular?

    O tratamento inclui cirurgia excisional, cirurgia de Mohs, crioterapia, radioterapia e, em casos avançados, terapias sistêmicas como imunoterapia ou quimioterapia.


  • Qual a taxa de cura do carcinoma espinocelular?

    Quando identificado e tratado no início, a taxa de cura pode chegar a 95%.


  • Como prevenir o carcinoma espinocelular?

    As medidas incluem uso diário de protetor solar FPS 30 ou mais, evitar exposição solar intensa, usar roupas e acessórios de proteção e não utilizar câmaras de bronzeamento artificial.


  • O que é metástase de carcinoma espinocelular?

    É quando o tumor se espalha para outros órgãos ou linfonodos, comprometendo o prognóstico e exigindo tratamentos sistêmicos.


  • O carcinoma espinocelular precisa de quimioterapia?

    A quimioterapia pode ser indicada em casos metastáticos ou localmente avançados, quando outras terapias não são suficientes.


  • Qual o perigo do carcinoma espinocelular?

    O principal risco é a invasão de tecidos e a possibilidade de metástase, que pode levar a complicações graves e risco de morte.


  • O carcinoma espinocelular pode matar?

    Sim. Embora tenha alta taxa de cura quando diagnosticado precocemente, casos avançados podem ser fatais.


  • O carcinoma espinocelular pode surgir em áreas que nunca foram expostas ao sol?

    Sim. Embora seja mais comum em regiões expostas, ele também pode se desenvolver em mucosas, cicatrizes antigas, feridas crônicas e até dentro da boca ou genitais.


  • Todo carcinoma espinocelular é visível na pele?

    Não. Em mucosas e regiões internas, ele pode não ser facilmente perceptível, exigindo atenção a sintomas como feridas persistentes ou desconforto local.


  • O carcinoma espinocelular pode voltar após o tratamento?

    Sim. Mesmo com a remoção completa, existe risco de recidiva, especialmente se o tumor estiver avançado ou localizado em áreas de maior risco.


  • Esse tipo de câncer pode se espalhar rapidamente?

    Ele costuma crescer de forma lenta a moderada, mas pode se disseminar para linfonodos e órgãos se não for tratado precocemente.


  • Existem tipos mais agressivos de carcinoma espinocelular?

    Sim. Alguns tumores apresentam características histológicas que indicam maior risco de invasão e metástase, exigindo tratamentos mais complexos.

  • É possível ter carcinoma espinocelular e não perceber?

    Sim. Lesões pequenas ou discretas podem passar despercebidas, especialmente em áreas pouco visíveis, como couro cabeludo ou atrás das orelhas.


  • Cicatrizes antigas podem virar carcinoma espinocelular?

    Sim. O fenômeno é chamado de "úlcera de Marjolin" e ocorre quando uma cicatriz ou ferida crônica sofre transformação maligna ao longo dos anos.


  • Existe tratamento em casos onde a cirurgia é muito agressiva/mutilante?

    Sim. A imunoterapia pode ser administrada no cenário pré-operatório, com poucas doses, podendo reduzir de forma importante um tumor localmente avançado.


  • É necessário algum tratamento complementar à cirurgia?

    Depende. Em alguns casos com características de alto risco para recidiva, como infiltração perineural, invasão de estruturas ou tumores que são recidivados, a radioterapia e imunoterapia podem ser consideradas.


  • A doença disseminada ou muito volumosa tem cura?

    Sim. A imunoterapia pode ser administrada mesmo na presença de metástases e obter resultados muito satisfatórios, e em alguns casos é curativa.


  • O carcinoma espinocelular pode afetar pessoas jovens?

    Embora seja mais frequente em idosos, pode ocorrer em jovens, especialmente em casos de doenças genéticas, imunossupressão ou exposição intensa ao sol.



Especialista em oncologia em São Paulo | Dr. Gustavo Schvartsman


O carcinoma espinocelular é um câncer de pele que, embora comum, pode ser evitado e tratado com sucesso quando diagnosticado precocemente. Conhecer seus sintomas, fatores de risco e métodos de prevenção é fundamental para reduzir complicações e melhorar o prognóstico. Se você identificou uma lesão suspeita na pele,
procure avaliação médica especializada o quanto antes.


Sua saúde vale cada cuidado
e, no caso do câncer de pele, agir cedo faz toda a diferença. Você já fez seu autoexame da pele este mês?

Se você busca por um oncologista com expertise e experiência, sou o Dr. Gustavo Schvartsman, especialista em oncologia clínica. Formado pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo, me especializei no MD Anderson Cancer Center, adquirindo experiência internacional e aprofundando meu foco em imunoterapia. Hoje atuo no Hospital Israelita Albert Einstein, onde ofereço tratamentos personalizados e terapias de última geração. Meu compromisso é garantir que cada paciente receba o melhor cuidado possível e as opções de tratamento mais adequadas para seu caso. Para mais informações, acesse o meu site ou clique aqui para agendar uma consulta.



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