Como a Imunoterapia está Revolucionando o Tratamento do Câncer de Pulmão

Gustavo Schvartsman • 8 de julho de 2024

A imunoterapia emergiu como uma terapia promissora no tratamento do câncer de pulmão, oferecendo novas esperanças e possibilidades onde os tratamentos convencionais muitas vezes falham.


Este artigo explora como a imunoterapia está reformulando o paradigma de tratamento para pacientes com câncer de pulmão, discutindo sua eficácia, os candidatos ideais e as combinações terapêuticas. Continue lendo para entender o impacto e o potencial deste tratamento.


O que é imunoterapia?


A
imunoterapia para câncer de pulmão é um tipo de tratamento que estimula o sistema imunológico do paciente a atacar e destruir as células cancerígenas. Ao contrário da quimioterapia, que ataca diretamente as células cancerosas (e saudáveis), a imunoterapia trabalha reforçando as defesas naturais do corpo.


Principais tipos de imunoterapia para câncer de pulmão


Inibidores de PD-1 e PD-L1

Os inibidores de PD-1 e PD-L1 são uma classe de medicamentos que desempenham um papel crucial no tratamento avançado do câncer de pulmão. Estes agentes terapêuticos funcionam bloqueando os pontos de controle imunológico PD-1 e PD-L1 nas células T e nas células tumorais, respectivamente.

Este bloqueio impede que o câncer "esconda" as células cancerosas do sistema imunológico, potencializando assim a capacidade do corpo de detectar e destruir essas células malignas. O tratamento com esses medicamentos mostrou melhorar significativamente as taxas de resposta e sobrevida em diversos subtipos de câncer de pulmão, principalmente em pacientes com alta expressão de PD-L1.


Inibidores de CTLA-4

Os inibidores de CTLA-4 são outro tipo fundamental de imunoterapia que visa otimizar a resposta imune contra o câncer de pulmão. Esses medicamentos atuam em uma fase diferente da ativação das células T, focando no checkpoint imunológico CTLA-4, que normalmente ajuda a manter a resposta imune sob controle.

Ao inibir CTLA-4, esses tratamentos aumentam a proliferação e atividade das células T, intensificando a resposta imunológica contra as células tumorais. Essa abordagem não apenas amplifica a capacidade de ataque do sistema imune mas também pode ser combinada com outros tratamentos, como os inibidores de PD-1/PD-L1, para uma estratégia terapêutica mais robusta e eficaz.


Esses tratamentos inovadores representam uma mudança significativa na abordagem ao câncer de pulmão, oferecendo novas esperanças para pacientes que, até então, tinham opções limitadas de tratamento.


Quer entender mais sobre a Imunoterapia? Assista ao vídeo:


Eficácia da imunoterapia em câncer de pulmão


Impacto na sobrevida

A imunoterapia revolucionou o tratamento do câncer de pulmão avançado, especialmente para pacientes com expressão elevada de PD-L1 nas células tumorais. Pesquisas clínicas robustas têm demonstrado que a imunoterapia pode estender significativamente a sobrevida desses pacientes, oferecendo uma alternativa mais eficaz comparada aos métodos tradicionais de tratamento como a quimioterapia. Estes estudos indicam não apenas uma melhora na sobrevida global, mas também na qualidade de vida, com menos efeitos colaterais adversos comparados aos tratamentos convencionais.


Quem são os candidatos ideais?

Pacientes diagnosticados com câncer de pulmão não pequenas células (NSCLC) que exibem alta expressão do biomarcador PD-L1 são frequentemente identificados como os beneficiários mais promissores da imunoterapia. Os pacientes que se beneficiam tendem a ser aqueles com maior carga de tabagismo, pois seus tumores são mais heterogêneos devido às múltiplas mutações induzidas pelo cigarro. Isso torna a célula cancerígena diferente da célula normal, que chama a atenção do sistema imune. Aqueles que possuem mutações genéticas específicas, como mutações em EGFR ou ALK, tendem a não responder bem à imunoterapia, com melhores resultados obtidos com a terapia alvo-dirigida.

A seleção de candidatos para imunoterapia é tipicamente baseada em uma avaliação detalhada de características tumorais e genéticas, o que permite uma abordagem mais personalizada e orientada por dados para otimizar os resultados terapêuticos. É importantíssimo que se realize a quantificação de expressão de PD-L1 e um painel molecular abrangente para tomada de decisão.


A imunoterapia hoje em câncer de pulmão está indicada em:

  • Câncer de pulmão não-pequenas células metastático, em combinação com quimioterapia ou isolada (quando expressão positiva de PD-L1).
  • Câncer de pulmão não-pequenas células em estágios II e III, antes ou depois de uma cirurgia curativa.
  • Câncer de pulmão não-pequenas células, em estágio III, após quimiorradioterapia definitiva.
  • Câncer de pulmão de pequenas células, em estágio avançado.
  • Câncer de pulmão de pequenas células, em estágio localizado após quimiorradioterapia.


Combinando imunoterapia com outros tratamentos


A integração da imunoterapia com a
quimioterapia representa um avanço significativo no tratamento do câncer de pulmão. Esta combinação tem o potencial de potencializar os efeitos antitumorais, resultando em uma melhora substancial na sobrevida global dos pacientes.

Estudos clínicos demonstram que essa abordagem pode induzir uma resposta imune mais robusta contra as células cancerígenas, sem necessariamente exacerbar os efeitos colaterais associados à quimioterapia tradicional.

A sinergia entre esses tratamentos permite que a quimioterapia elimine as células cancerosas e, ao mesmo tempo, exponha novos antígenos tumorais que reforçam a resposta imunológica mediada pela imunoterapia.


Avanços em tratamentos combinados

A pesquisa em tratamentos combinados continua a expandir as fronteiras do possível no cuidado do câncer de pulmão. 

Além disso, a integração da radioterapia com imunoterapia está sendo investigada, com a hipótese de que a radiação pode ajudar a liberar antigénios tumorais que promovem uma resposta imunológica mais eficaz.

A combinação de quimioterapia com imunoterapia também pode trazer uma sinergia, uma vez que o microambiente tumoral pode criar uma barreira para entrada do sistema imune, que pode ser destruído pela quimioterapia. A combinação é particularmente eficaz em tumores com expressão baixa ou negativa de PD-L1.

Muitas outras combinações com anti-angiogênicos e outras modalidades de imunoterapias estão em desenvolvimento. Essas abordagens combinadas estão sendo estudadas não apenas para aumentar a eficácia do tratamento, mas também para personalizar as terapias para as características individuais do tumor e do paciente, visando maximizar os benefícios e minimizar os riscos para os pacientes com câncer de pulmão.


Gerenciamento de efeitos colaterais

Monitoramento e gestão

Apesar de a imunoterapia ser frequentemente menos tóxica em comparação com a quimioterapia tradicional, ela não está isenta de riscos e pode induzir reações imunológicas adversas conhecidas como imunotoxicidade.

Essas reações requerem um monitoramento meticuloso por parte dos profissionais de saúde e intervenções médicas específicas. Os efeitos colaterais, como colite (inflamação do cólon), hepatite (inflamação do fígado) e pneumonite (inflamação dos pulmões), podem variar de leves a potencialmente fatais e são gerenciados com terapias imunossupressoras quando necessário.


A detecção precoce dessas complicações por meio de exames regulares e avaliações clínicas é essencial para garantir a segurança do paciente e a eficácia do tratamento. Após muitos casos difíceis, utilizamos um protocolo de exames de sangue mais abrangente do que o recomendado por diretrizes para detectar efeitos colaterais mais graves em fases mais iniciais, quando o paciente ainda não tem sintomas. Quanto mais cedo um efeito colateral imuno-mediado for detectado, maior a probabilidade de melhora e menor o impacto na programação do tratamento.


Suporte ao paciente

O suporte contínuo aos pacientes que recebem imunoterapia é crucial. Os pacientes devem ser informados sobre os possíveis sinais de complicações imunomediadas para que possam procurar assistência médica imediata.

Educar os pacientes sobre os sintomas específicos a observar, como diarreia persistente, amarelamento da pele ou olhos, dificuldades respiratórias, entre outros, é parte integral do processo de cuidado. Além disso, fornecer acesso a linhas de suporte e recursos educacionais pode ajudar os pacientes a se sentirem mais seguros e capacitados para lidar com sua condição.


A comunicação efetiva entre a equipe de saúde e o paciente é fundamental para passar com sucesso pelos desafios da imunoterapia.


Perguntas Frequentes


O que é imunoterapia para câncer de pulmão?

A imunoterapia para câncer de pulmão é um tipo de tratamento que utiliza o sistema imunológico do paciente para identificar e combater as células cancerosas. Isso é geralmente alcançado através de medicamentos que alvejam proteínas específicas que ajudam as células cancerosas a evadir a detecção imune.

Quando é indicada a imunoterapia?

A imunoterapia é indicada para certos tipos de câncer, incluindo melanoma, câncer de pulmão, câncer de bexiga e outros, especialmente quando outros tratamentos não foram eficazes ou como parte de um plano de tratamento combinado. Para o câncer de pulmão, é frequentemente indicada para pacientes com avanço da doença e presença de marcadores biológicos específicos como PD-L1.

Tem imunoterapia no SUS?

A imunoterapia é indicada hoje para câncer de pulmão de células pequenas e não-pequenas, em quase todos os estágios. Seu uso ainda não está disponível no SUS pelo alto custo. Os pacientes têm direito a esse tratamento e muitas vezes os obtêm por via judicial.


Quais as desvantagens da imunoterapia?

As desvantagens da imunoterapia incluem o risco de efeitos colaterais significativos como reações autoimunes, onde o sistema imunológico pode atacar tecidos saudáveis, além de ser uma opção de tratamento cara. Além disso, nem todos os pacientes respondem à imunoterapia, e é difícil prever quem se beneficiará mais com o tratamento.

Quanto tempo leva para ver os resultados da imunoterapia em câncer de pulmão?

Os resultados podem variar, mas muitos pacientes começam a ver uma resposta dentro de algumas semanas a meses após o início do tratamento. A resposta ao tratamento continua a ser monitorada através de exames regulares.

Quais são os efeitos colaterais comuns da imunoterapia para câncer de pulmão?

Os efeitos colaterais podem incluir fadiga, reações cutâneas, problemas gastrointestinais, e condições mais graves como pneumonite e colite. Esses efeitos são gerenciáveis com a orientação adequada de uma equipe médica.


Como é monitorada a eficácia da imunoterapia em pacientes com câncer de pulmão?

A eficácia é monitorada através de avaliações regulares, que incluem exames de imagem como CT scans ou PET scans, além de testes biomarcadores para avaliar a resposta imunológica e a progressão do câncer.


A imunoterapia é uma cura para o câncer de pulmão?

A imunoterapia não é uma cura garantida para o câncer de pulmão, mas em alguns casos, pode resultar em remissão prolongada, especialmente em pacientes com certas características genéticas ou marcadores biológicos. Ela é mais eficaz como parte de um plano de tratamento abrangente.


Quais são os sinais de que a imunoterapia está funcionando?

Sinais de que a imunoterapia está funcionando incluem a redução do tamanho do tumor em exames de imagem, melhoria dos sintomas clínicos, e estabilização da doença que pode ser observada através de exames regulares e avaliações médicas.


A imunoterapia pode ser usada como prevenção para recidivas em câncer de pulmão?

A imunoterapia está sendo estudada como uma opção para prevenir recidivas em câncer de pulmão, especialmente em estágios iniciais após a cirurgia ou em combinação com outras terapias para reduzir o risco de retorno da doença.


Qual o impacto do status genético do tumor no sucesso da imunoterapia para câncer de pulmão?

O status genético do tumor, como a presença de mutações em genes específicos e a expressão de proteínas como PD-L1, pode impactar significativamente a eficácia da imunoterapia, determinando a probabilidade de resposta ao tratamento.


A imunoterapia é eficaz contra todos os estágios do câncer de pulmão?

A imunoterapia tem mostrado eficácia em vários estágios do câncer de pulmão, especialmente em estágios avançados, mas sua eficácia pode variar dependendo do tipo específico de câncer de pulmão e das características genéticas do tumor.


Existem interações medicamentosas que podem afetar a eficácia da imunoterapia?

Sim, algumas interações medicamentosas podem afetar a eficácia da imunoterapia. Por exemplo, medicamentos imunossupressores ou corticosteroides podem reduzir a eficácia da imunoterapia. É importante discutir todos os medicamentos e suplementos com seu médico.


Quais são as opções de imunoterapia para pacientes com múltiplas comorbidades?

As opções de imunoterapia para pacientes com múltiplas comorbidades são cuidadosamente consideradas com base nos riscos e benefícios. A escolha do tratamento é personalizada, levando em consideração o estado geral de saúde, comorbidades e as interações potenciais com outros tratamentos.


Conclusão | Imunoterapia em São Paulo


A imunoterapia está mudando o cenário do tratamento do câncer de pulmão, oferecendo aos pacientes
maior esperança de sobrevida e menos toxicidade em comparação com métodos convencionais. À medida que a pesquisa evolui, essa abordagem promete ser ainda mais integrada e eficaz. Encorajamos você a conversar com seu médico sobre a viabilidade da imunoterapia como parte de seu plano de tratamento. 


Se você está em busca de um especialista em oncologia clínica, conheça o
Dr. Gustavo Schvartsman, formado pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo e com especialização no MD Anderson Cancer Center, ele traz experiência internacional e um forte foco em imunoterapia. Atuando no Hospital Israelita Albert Einstein, Dr. Gustavo oferece tratamentos personalizados, incluindo terapias de última geração e um cuidado integral, garantindo que cada paciente receba as melhores opções de tratamento disponíveis. Para mais informações navegue no site ou para agendar uma consulta clique aqui.

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Quem pode se beneficiar do Osimertinibe no câncer de pulmão? O Osimertinibe beneficia principalmente pacientes com carcinoma de pulmão de não pequenas células que apresentam mutações específicas no gene EGFR, como deleção no éxon 19, L858R e T790M. Esses pacientes respondem melhor porque o tumor depende diretamente dessa via molecular. Introdução O uso do Osimertinibe no câncer de pulmão transformou o tratamento de pacientes com tumores que apresentam mutações específicas no gene EGFR. Esse medicamento marcou uma mudança importante na oncologia ao oferecer maior eficácia, melhor tolerabilidade e capacidade de atuar inclusive em metástases cerebrais. Hoje, ele é considerado o tratamento padrão em várias situações, desde diagnóstico inicial até doença avançada. Este artigo explica quem pode se beneficiar dessa medicação, como ela age, quando é indicada e por que o teste genético é indispensável para orientar a terapia. Continue a leitura para entender como esse avanço pode impactar o tratamento. O que é o Osimertinibe e como ele funciona? O Osimertinibe é um inibidor de tirosina-quinase (TKI) de terceira geração usado no tratamento de tumores pulmonares que apresentam mutações específicas no gene EGFR. Ele foi desenvolvido para bloquear sinalizações que mantêm o crescimento celular descontrolado em muitos casos de carcinoma de pulmão de não pequenas células. Por atuar de forma precisa, tornou-se um dos pilares do tratamento moderno para pacientes com mutações sensíveis e resistentes no EGFR. Mecanismo de ação O medicamento atua de forma seletiva sobre mutações EGFR importantes, como: L858R Deleções no éxon 19 Mutação de resistência T790M Outro aspecto relevante é sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica , permitindo controle eficaz de lesões cerebrais. Por que isso importa Ao bloquear a via EGFR, o Osimertinibe interrompe sinais que estimulam a proliferação tumoral. Como resultado, reduz o crescimento do tumor e prolonga a sobrevida . Evidências mostram benefício consistente até mesmo em pessoas previamente tratadas com outros TKIs, reforçando seu papel como terapia de alto impacto. Quem pode se beneficiar do Osimertinibe no câncer de pulmão Pacientes com mutações EGFR sensibilizantes O grupo mais beneficiado inclui pessoas com: Deleções no éxon 19 L858R no éxon 21 Algumas outras alterações mais raras no EGFR Pacientes com mutação T790M A mutação T790M aparece como forma de resistência em aproximadamente 50 a 60 por cento dos pacientes tratados com TKIs de gerações anteriores. O Osimertinibe foi o primeiro TKI a demonstrar eficácia comprovada contra essa alteração, com impacto direto no controle da doença. Pacientes com metástases cerebrais Por atravessar o sistema nervoso central, o medicamento é especialmente útil para: Controlar metástases cerebrais já diagnosticadas Prevenir o surgimento de novas lesões Reduzir sintomas neurológicos Postergar radioterapia Dados publicados no New England Journal of Medicine evidenciam redução significativa no risco de progressão intracraniana. Pacientes recém diagnosticados com doença avançada No estudo FLAURA , considerado referência global, o osimertinibe mostrou aumento da sobrevida global para 18,9 meses, contra 10,2 meses com outros TKIs. Em cenários de maior risco biológico, estratégias de intensificação terapêutica têm sido avaliadas. Nesse contexto, o uso do osimertinibe associado à quimioterapia demonstrou prolongamento do tempo até progressão da doença e da sobrevida global, à custa de maior incidência de efeitos colaterais, sendo uma abordagem reservada para casos selecionados. Outra combinação recentemente aprovada é a de lazertinibe, molécula semelhante ao osimertinibe, com amivantamabe, que também foi superior ao osimertinibe isolado no estudo MARIPOSA, mas igualmente associada a toxicidades que exigem manejo cuidadoso. A decisão terapêutica passa por avaliação detalhada do caso, considerando aspectos radiológicos, moleculares, clínicos e as preferências do paciente. No segundo semestre de 2025, o New England Journal of Medicine publicou a análise final de sobrevida global do estudo FLAURA2 , que avaliou o uso do osimertinibe em combinação com quimioterapia à base de platina e pemetrexed como tratamento inicial. Os resultados demonstraram ganho adicional de sobrevida global em comparação ao osimertinibe isolado, com mediana de 47,5 meses versus 37,6 meses, respectivamente, confirmando que a intensificação terapêutica pode trazer benefício clínico relevante em pacientes selecionados, embora associada a maior incidência de efeitos adversos, exigindo criteriosa avaliação individual. Pacientes operados com alto risco de recidiva Desde 2020, o Osimertinibe é aprovado como terapia adjuvante em alguns estágios de tumores operados com mutações EGFR, que carregam alto risco de recidiva a despeito da cirurgia completa. O estudo ADAURA demonstrou uma redução de aproximadamente 80 por cento no risco de recidiva ou morte. Efeitos colaterais O Osimertinibe costuma ser bem tolerado, mantendo bom perfil de segurança. Entre os efeitos mais frequentes estão diarreia, erupções cutâneas, fadiga, alterações nas unhas, e tosse leve. Efeitos raros incluem pneumonite e prolongamento do intervalo QT. O monitoramento com o oncologista reduz riscos e permite ajustes adequados do tratamento quando necessário. Como é feito o diagnóstico das mutações EGFR Para indicar o Osimertinibe corretamente, é essencial identificar as mutações por meio de: Sequenciamento de nova geração (NGS) PCR em tempo real Biópsia líquida (quando o tumor libera DNA no sangue) Esses métodos estão amplamente disponíveis e ajudam a escolher a melhor abordagem terapêutica. Atenção! O NGS é sempre preferível para buscar co-mutações associadas ao EGFR que podem afetar prognóstico e auxiliar na decisão de tratamento, uma vez que hoje há mais de uma opção. Esse método sequencia centenas de genes ao mesmo tempo. Por que isso é decisivo Sem o teste molecular, não é possível confirmar se o tumor depende da via EGFR. Sem essa informação, o tratamento pode não trazer o benefício esperado. Osimertinibe como parte de um tratamento personalizado O plano terapêutico é individualizado e leva em conta o tipo e localização do tumor, o estágio da doença, a existência de metástases e as condições clínicas do paciente. Muitas vezes, o Osimertinibe integra um programa terapêutico que pode incluir: Imunoterapia Quimioterapia Radioterapia Cuidados de suporte Essa integração promove melhor controle, diminui sintomas e contribui para avanços importantes na qualidade de vida. Perguntas frequentes
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