Câncer de Rim: Opções de tratamento e o que esperar

Gustavo Schvartsman • 27 de maio de 2024

O câncer de rim é uma condição séria que afeta milhares de pessoas ao redor do mundo, trazendo consigo desafios únicos tanto no diagnóstico quanto no tratamento.


Neste artigo vamos abordar desde os sintomas iniciais e fatores de risco até as opções de tratamento disponíveis e as expectativas futuras para os pacientes. Continue lendo.


Cinco Tipos de Câncer de Rim


Existem vários tipos de câncer de rim, cada um com características únicas e abordagens de tratamento. Os cinco tipos principais incluem:


  1. Carcinoma de células renais (CCR): O tipo mais comum de câncer de rim em adultos, o CCR começa nas células que revestem os pequenos túbulos dentro dos rins.

  2. Carcinoma urotelial (anteriormente carcinoma de células de transição): Este tipo de câncer se desenvolve no sistema renal pelvicaliceal, a parte do rim onde a urina é coletada antes de ser transportada para a bexiga.

  3. Câncer de Wilms: Principalmente afetando crianças, é um tipo de câncer renal que geralmente ocorre em crianças com menos de 5 anos.

  4. Oncocitoma: Embora geralmente benigno, este tumor renal pode parecer maligno em exames de imagem, o que às vezes leva à necessidade de cirurgia para confirmar o diagnóstico.

  5. Carcinoma cromófobo: Um tipo raro de CCR que tende a crescer lentamente e tem uma melhor taxa de sobrevivência do que outros tipos de câncer renal.


Cada tipo de câncer de rim tem suas peculiaridades, afetando as opções de tratamento e o prognóstico. O conhecimento e a compreensão dessas diferenças são fundamentais para uma abordagem de tratamento eficaz e personalizada. Como sempre, a comunicação aberta com sua equipe médica é vital para entender sua condição específica e as opções de tratamento disponíveis.


Sintomas de Câncer Renal


O câncer de rim muitas vezes se manifesta de maneira silenciosa, especialmente nos estágios iniciais, o que pode tornar o diagnóstico precoce um desafio. No entanto, à medida que a doença progride, alguns sinais e sintomas podem começar a se tornar mais evidentes. É importante estar atento a quaisquer mudanças no corpo e discuti-las com um profissional de saúde, mesmo que pareçam menores ou não específicas. A detecção precoce pode significar mais opções de tratamento disponíveis e, muitas vezes, um prognóstico mais favorável.


Sinais e Sintomas Mais Frequentes do Câncer de Rim


Os sintomas do câncer de rim podem variar significativamente de pessoa para pessoa, mas alguns dos mais comuns incluem:


  • Sangue na urina (hematúria): Talvez o sinal mais reconhecível, a presença de sangue na urina pode ser visível a olho nu ou apenas detectável por meio de exames de laboratório.
  • Dor nas costas ou lateral: Dor constante em um dos lados do corpo, que não é causada por uma lesão ou exercício físico, pode ser um sinal de alerta.
  • Perda de peso inexplicada: Perder peso sem tentar, especialmente se for bastante, pode indicar a presença de câncer ou outras condições de saúde.
  • Febre: Febres intermitentes que vêm e vão sem uma explicação, como uma infecção, podem ser um sinal.
  • Fadiga: Um cansaço extremo que não melhora com o repouso pode ser um sintoma de muitas condições, incluindo câncer de rim.


Opções de Tratamento para Câncer de Rim


Cirurgia


Dentre os tratamentos disponíveis para o câncer de rim, a cirurgia se destaca como um dos métodos mais eficazes e frequentemente empregados, especialmente nas fases iniciais da doença. Este procedimento pode variar em escopo e intensidade, indo desde a nefrectomia radical, um procedimento abrangente que resulta na remoção completa do rim afetado, até técnicas cirúrgicas minimamente invasivas que focam na preservação máxima do tecido renal saudável. A escolha entre essas opções depende de uma série de fatores, incluindo o estágio do câncer, a saúde geral do paciente e a localização exata do tumor. A cirurgia conservadora de néfrons, por exemplo, é uma opção que visa preservar tanto a função renal quanto possível, removendo apenas o tumor e uma pequena margem de tecido saudável circundante, e é considerada ideal para tumores menores e localizados.


Terapias Sistêmicas


Quando nos deparamos com estágios mais avançados do câncer de rim ou com casos de metástase, as terapias sistêmicas entram em cena como uma linha de defesa essencial. Estas incluem a imunoterapia, que potencializa o sistema imunológico do próprio paciente para combater as células cancerígenas; a terapia alvo, que se concentra em bloquear específicos caminhos biológicos envolvidos na proliferação do câncer; e, em circunstâncias particulares, a quimioterapia, que utiliza medicamentos potentes para erradicar células cancerosas.


Cada uma dessas abordagens tem como objetivo não apenas combater o câncer em si, mas também
gerenciar sua disseminação, limitando assim seu impacto sobre o corpo do paciente e melhorando sua qualidade de vida.


Radioterapia


Embora a radioterapia seja uma opção menos frequente para o tratamento do câncer de rim, sua utilidade se manifesta em situações específicas, como por exemplo, no alívio da dor e outros sintomas causados por metástases ósseas. Além disso, ela pode atuar como um tratamento adjuvante, complementando outras formas de terapia para maximizar suas chances de sucesso. A radioterapia emprega radiações de alta energia para destruir células cancerígenas ou reduzir seu tamanho, oferecendo assim uma ferramenta adicional no arsenal contra o câncer de rim.


Cada uma dessas opções de tratamento representa uma faceta da
abordagem multidisciplinar necessária para combater o câncer de rim. A decisão sobre qual caminho seguir deve ser tomada após uma avaliação cuidadosa da condição específica do paciente, suas necessidades e preferências, sempre visando o melhor resultado possível em termos de controle da doença e qualidade de vida.


Gerenciamento de Efeitos Colaterais


Pacientes submetidos a tratamentos para o câncer de rim
podem experimentar uma variedade de efeitos colaterais, incluindo, mas não limitados a, fadiga intensa, perda significativa de apetite, e alterações notáveis na função renal, que podem afetar profundamente a qualidade de vida.


É de suma importância que os pacientes adotem uma
abordagem proativa, trabalhando de perto com sua equipe multidisciplinar de saúde para identificar e gerenciar esses efeitos colaterais desde o início. Isso pode incluir a implementação de uma dieta equilibrada e nutritiva, especialmente desenhada para combater a perda de apetite e fornecer ao corpo os nutrientes essenciais para suportar a recuperação e fortalecer o sistema imunológico. Além disso, práticas de cuidado pessoal como exercícios leves, adequados às capacidades e limitações do paciente, podem ser encorajados para ajudar a combater a fadiga e promover o bem-estar geral.


A integração de técnicas de relaxamento e mindfulness também pode ser extremamente benéfica para ajudar a gerenciar o estresse e a ansiedade que frequentemente acompanham o diagnóstico e tratamento do câncer. A
comunicação aberta e contínua com a equipe de saúde é crucial, permitindo ajustes no plano de tratamento conforme necessário para mitigar os efeitos colaterais sem comprometer a eficácia do tratamento.


Adotar essas estratégias de gerenciamento não apenas alivia os sintomas físicos, mas também oferece
suporte emocional e psicológico, reforçando a resiliência do paciente ao longo de sua jornada de tratamento. Assim, é possível não apenas enfrentar o câncer de rim com determinação, mas também manter a qualidade de vida durante esse processo desafiador.


Prognóstico do Câncer Renal


O prognóstico do câncer de rim, ou a expectativa de vida após o diagnóstico, varia significativamente dependendo de vários fatores. Compreender esses fatores pode ajudar pacientes e familiares a terem expectativas realistas e a planejarem o tratamento e o cuidado futuro.


Fatores que Influenciam na Expectativa de Vida


Estágio do Câncer: O estágio do câncer no momento do diagnóstico é um dos fatores mais críticos que influenciam o prognóstico. Cânceres diagnosticados em estágios iniciais, quando o tumor está confinado ao rim, geralmente têm uma taxa de sobrevivência significativamente mais alta do que aqueles que se espalharam para outras partes do corpo.


Tipo de Câncer Renal:
Como mencionado anteriormente, existem vários tipos de câncer renal, cada um com seu próprio conjunto de características e taxas de sobrevivência. Por exemplo, o Carcinoma de Células Renais (CCR) tem diferentes subtipos, cada um com um prognóstico variável.


Saúde Geral do Paciente:
A condição física geral do paciente antes do diagnóstico também pode afetar o prognóstico. Pacientes com boa saúde geral e sem outras condições médicas graves tendem a ter melhores resultados.


Resposta ao Tratamento:
A maneira como um paciente responde ao tratamento inicial pode impactar significativamente a expectativa de vida. Pacientes que respondem bem à cirurgia, terapia alvo, imunoterapia ou outras formas de tratamento podem ter uma expectativa de vida prolongada.


Expectativa de Vida


É importante destacar que as taxas de sobrevivência são baseadas em médias de grandes grupos de pacientes e podem não refletir a situação de um indivíduo específico. Além disso, avanços contínuos no tratamento do câncer renal estão melhorando as perspectivas para muitos pacientes, mesmo aqueles com doença avançada.


Embora o prognóstico possa variar amplamente, a
detecção precoce e o tratamento personalizado baseado nas características individuais do tumor e do paciente são fundamentais para melhorar a expectativa de vida. É essencial que os pacientes discutam abertamente suas preocupações e expectativas com sua equipe de saúde, que pode fornecer informações e apoio específicos para sua situação.


O diagnóstico de câncer renal pode ser um momento desafiador para pacientes e suas famílias. No entanto, com o
suporte adequado, informações precisas e uma abordagem proativa ao tratamento, muitos pacientes podem gerenciar a doença de forma eficaz e viver vidas significativas e gratificantes após o diagnóstico.


Perguntas Relacionadas e Frequentes


Qual é o sintoma de câncer no rim?
Os sintomas do câncer de rim podem incluir sangue na urina, dor nas costas ou lateral que não desaparece, perda de peso sem motivo aparente, febre e fadiga.


O que pode causar câncer de rim?

Fatores de risco para câncer de rim incluem tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, tratamento prolongado com diálise, e histórico familiar de câncer de rim.


Tem cura para câncer no rim?

Sim, o câncer de rim pode ser curável, especialmente se diagnosticado e tratado precocemente. As opções de tratamento incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia.


Qual a expectativa de vida de quem tem câncer no rim?

A expectativa de vida para pacientes com câncer de rim varia de acordo com o estágio da doença no momento do diagnóstico, tipos de tratamento recebidos, e a saúde geral do paciente, mas diagnósticos precoces têm taxas de sobrevivência significativamente mais altas.


Como o câncer de rim afeta a função renal a longo prazo?

O câncer de rim pode levar à perda da função renal se um rim inteiro for removido ou se a doença afetar ambos os rins. No entanto, muitas pessoas conseguem viver com apenas um rim saudável sem problemas significativos de saúde.


É possível viver com um rim após a cirurgia de câncer de rim?

Sim, é possível viver uma vida normal com apenas um rim após a cirurgia de câncer de rim. O rim restante geralmente assume a função do rim removido, ajustando-se para filtrar o sangue de forma eficaz.


Existe alguma correlação entre câncer de rim e outras doenças renais?

Sim, algumas condições renais, como a doença renal cística e a doença de von Hippel-Lindau, podem aumentar o risco de desenvolver câncer de rim devido a alterações no tecido renal que favorecem o desenvolvimento de células cancerígenas.


Como o câncer de rim é detectado precocemente, especialmente se for assintomático?

O câncer de rim é frequentemente detectado acidentalmente durante exames de imagem, como ultrassonografias ou tomografias computadorizadas, realizados por outros motivos. Exames regulares e atenção a fatores de risco podem ajudar na detecção precoce, especialmente em pessoas assintomáticas.


Quais são as opções de tratamento disponíveis para o câncer de rim metastático?

Para o câncer de rim metastático, as opções incluem terapias sistêmicas como a imunoterapia, terapias alvo, e, em alguns casos, quimioterapia. Tratamentos focais para metástases, como a radioterapia, também podem ser considerados para controle de sintomas ou redução de tumores específicos.


A cirurgia para câncer de rim sempre remove o rim inteiro?

Não necessariamente. A nefrectomia parcial, onde apenas a parte do rim contendo o câncer é removida, é preferível quando possível para preservar a função renal.


O câncer de rim é curável?

Quando diagnosticado e tratado precocemente, especialmente nos estágios I e II, o câncer de rim pode ser curável. Nos estágios mais avançados, o tratamento visa controlar a doença e melhorar a qualidade de vida.


Câncer de rim pode voltar após o tratamento?

Sim, existe a possibilidade de recorrência mesmo após um tratamento bem-sucedido. Pacientes geralmente são monitorados regularmente após o tratamento para detectar qualquer sinal de retorno da doença..


Como posso reduzir meu risco de desenvolver câncer de rim?

Medidas preventivas incluem manter um peso saudável, não fumar, controlar a pressão arterial, evitar a exposição a toxinas e seguir uma dieta balanceada rica em frutas e vegetais.


Conclusão


O câncer de rim apresenta desafios significativos, mas com o diagnóstico precoce e as opções de tratamento, que estão em constante evolução, há esperança para os pacientes. É crucial manter-se informado sobre os avanços no tratamento e trabalhar de perto com sua equipe de saúde para desenvolver um plano de tratamento que seja adequado para você. 


Oncologista para Câncer de Rim em São Paulo


Se você está em busca de um especialista em oncologia clínica com expertise em câncer de rim, conheça o Dr. Gustavo Schvartsman, formado pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo e com especialização no MD Anderson Cancer Center, ele traz experiência internacional e um forte foco em imunoterapia. Atuando no Hospital Israelita Albert Einstein, Dr. Gustavo oferece tratamentos personalizados, incluindo terapias de última geração e um cuidado integral, garantindo que cada paciente receba as melhores opções de tratamento disponíveis. Para mais informações navegue no site ou para agendar uma consulta clique aqui.


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Pacientes com metástases cerebrais Por atravessar o sistema nervoso central, o medicamento é especialmente útil para: Controlar metástases cerebrais já diagnosticadas Prevenir o surgimento de novas lesões Reduzir sintomas neurológicos Postergar radioterapia Dados publicados no New England Journal of Medicine evidenciam redução significativa no risco de progressão intracraniana. Pacientes recém diagnosticados com doença avançada No estudo FLAURA , considerado referência global, o osimertinibe mostrou aumento da sobrevida global para 18,9 meses, contra 10,2 meses com outros TKIs. Em cenários de maior risco biológico, estratégias de intensificação terapêutica têm sido avaliadas. Nesse contexto, o uso do osimertinibe associado à quimioterapia demonstrou prolongamento do tempo até progressão da doença e da sobrevida global, à custa de maior incidência de efeitos colaterais, sendo uma abordagem reservada para casos selecionados. Outra combinação recentemente aprovada é a de lazertinibe, molécula semelhante ao osimertinibe, com amivantamabe, que também foi superior ao osimertinibe isolado no estudo MARIPOSA, mas igualmente associada a toxicidades que exigem manejo cuidadoso. A decisão terapêutica passa por avaliação detalhada do caso, considerando aspectos radiológicos, moleculares, clínicos e as preferências do paciente. No segundo semestre de 2025, o New England Journal of Medicine publicou a análise final de sobrevida global do estudo FLAURA2 , que avaliou o uso do osimertinibe em combinação com quimioterapia à base de platina e pemetrexed como tratamento inicial. Os resultados demonstraram ganho adicional de sobrevida global em comparação ao osimertinibe isolado, com mediana de 47,5 meses versus 37,6 meses, respectivamente, confirmando que a intensificação terapêutica pode trazer benefício clínico relevante em pacientes selecionados, embora associada a maior incidência de efeitos adversos, exigindo criteriosa avaliação individual. Pacientes operados com alto risco de recidiva Desde 2020, o Osimertinibe é aprovado como terapia adjuvante em alguns estágios de tumores operados com mutações EGFR, que carregam alto risco de recidiva a despeito da cirurgia completa. O estudo ADAURA demonstrou uma redução de aproximadamente 80 por cento no risco de recidiva ou morte. Efeitos colaterais O Osimertinibe costuma ser bem tolerado, mantendo bom perfil de segurança. Entre os efeitos mais frequentes estão diarreia, erupções cutâneas, fadiga, alterações nas unhas, e tosse leve. Efeitos raros incluem pneumonite e prolongamento do intervalo QT. 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