Exame de tomografia de pulmão para fumantes: Entenda como é o rastreamento do câncer

Gustavo Schvartsman • 12 de dezembro de 2024

O exame de tomografia de pulmão para fumantes é uma ferramenta crucial para detectar precocemente o câncer de pulmão, uma das principais causas de morte por câncer em todo o mundo. Esse tipo de exame, geralmente recomendado para fumantes ou ex-fumantes com histórico de tabagismo intenso, tem como objetivo identificar sinais precoces da doença antes que os sintomas apareçam.


Neste artigo, vamos explorar como funciona o
rastreamento de câncer de pulmão para fumantes, quem deve fazer esse exame, quais são os métodos mais indicados e os benefícios de realizar o rastreamento regular. Continue lendo.


O que é o exame de pulmão para fumantes?


O exame de pulmão para fumantes, também chamado de
rastreamento do câncer de pulmão, utiliza exames de imagem, como a tomografia computadorizada de baixa dose (TCBD), para identificar pequenos nódulos pulmonares que podem ser indicativos de câncer. Esse rastreamento é especialmente recomendado para pessoas com um histórico significativo de tabagismo, já que o câncer de pulmão é mais comum nesse grupo.


A TCBD é preferível ao raio-X de tórax, pois oferece
maior precisão na detecção de nódulos e utiliza uma dose de radiação muito menor. Esse exame permite identificar o câncer em fases iniciais, aumentando a eficácia do tratamento e as chances de cura.


Qual o benefício do rastreamento de câncer de pulmão?


Através da tomografia de tórax para pacientes de alto risco (tabagistas entre 50 e 80 anos que fumaram um maço ao dia por pelo menos 20 anos), a redução de mortalidade por câncer de pulmão reduz em 20%. Isso ocorre através da detecção precoce do tumor na sua fase de estágio I, quando o paciente não sente nada. Se o tumor for diagnosticado através de sintomas, cerca de 70% dos casos serão diagnosticados em estágio III ou IV, com probabilidade de cura mais baixa ou inexistente.


Como é feito o exame de pulmão para fumantes?


A tomografia de pulmão de baixa dose (TCBD), é um procedimento
simples e não invasivo. Confira o que acontece durante o exame abaixo:


Posicionamento:
O paciente deita em uma mesa que se move através do tomógrafo, uma máquina circular que captura imagens detalhadas dos pulmões.

Duração: O exame leva apenas alguns minutos e não requer preparo especial ou internação.

Radiação Reduzida: A TCBD utiliza uma dose menor de radiação em comparação à tomografia convencional, garantindo segurança ao paciente enquanto oferece imagens precisas.

Contraste endovenoso: Não há necessidade de uso de contraste endovenoso. 


Após o exame, um radiologista revisa as imagens para verificar a presença de nódulos ou outras anomalias pulmonares.
Se algum nódulo for detectado, o médico pode sugerir exames complementares ou acompanhamento para determinar se é benigno ou maligno.


Possíveis riscos do rastreamento


Apesar dos benefícios significativos do rastreamento, é importante considerar os riscos associados:


  • Falsos positivos: A tomografia computadorizada de baixa dose (TCBD) pode identificar nódulos benignos, resultando em exames complementares desnecessários, o que pode causar ansiedade e estresse. No Brasil, há uma incidência maior de tuberculose e doenças fúngicas, como histoplasmose. Dessa forma, nossa taxa de falso-positivos é maior que a norte-americana e europeia.


  • Exposição à radiação: A tomografia de baixa dose tem uma carga de radiação muito baixa, de modo que não oferece aumento significativo de risco de induzir um câncer no longo prazo se feita anualmente.


  • Procedimentos invasivos: Em alguns casos, nódulos detectados podem levar a biópsias ou cirurgias que acabam sendo desnecessárias, caso os nódulos sejam benignos.


Quando parar o rastreamento?


O rastreamento do câncer de pulmão deve ser realizado
anualmente em pessoas de alto risco até que atinjam 80 anos ou tenham completado 15 anos sem fumar. Após esse período, o risco de desenvolver a doença reduz consideravelmente, e o rastreamento pode ser interrompido, conforme orientação médica.

 

Perguntas frequentes


O que é o exame de pulmão para fumantes?

O exame de pulmão para fumantes é um rastreamento preventivo, geralmente feito por tomografia computadorizada de baixa dose (TCBD), para detectar sinais precoces de câncer de pulmão em pessoas com histórico de tabagismo.


Como é feito o exame de pulmão para fumantes?

O paciente deita em uma mesa que se move através de um tomógrafo, que captura imagens detalhadas dos pulmões em poucos minutos, sem necessidade de internação ou preparo especial.


Quanto tempo dura o exame de pulmão para fumantes?

O exame é rápido, levando de 5 a 10 minutos, sem necessidade de internação ou recuperação após o procedimento.


O exame de pulmão para fumantes é doloroso?

Não, o exame é indolor, rápido e não invasivo, sem a necessidade de agulhas ou anestesia.


O exame de pulmão para fumantes detecta outras doenças além do câncer?

Sim, o exame pode identificar outras condições pulmonares, como enfisema e fibrose, que também são comuns em fumantes.


O que acontece se eu não fizer o exame de pulmão recomendado?

Se você estiver no grupo de risco e não fizer o rastreamento, pode perder a chance de detectar o câncer de pulmão em um estágio inicial, quando as opções de tratamento são mais eficazes e menos invasivas.


Por que é importante fazer o exame anualmente?

O câncer de pulmão pode se desenvolver lentamente, e o rastreamento anual garante que, caso um nódulo maligno apareça, ele seja detectado o mais cedo possível, aumentando as chances de sucesso no tratamento.


Quem é considerado paciente de alto risco para exame de pulmão em fumantes?

Homens e mulheres entre 50 e 80 anos, sem nenhum sintoma, que fumam ou fumaram pelo menos 20 anos-maço. Essa conta é feita pela multiplicação do número de maços ao dia pelo número de anos fumando. Por exemplo, um fumar um maço ao dia por pelo menos 20 anos, ou meio maço ao dia por 40 anos, ou dois maços ao dia por 10 anos.


Quais exames fumantes têm que fazer?

Fumantes devem realizar exames como a tomografia computadorizada de baixa dose (TCBD) para rastrear câncer de pulmão, além de espirometria para avaliar a função pulmonar e exames de sangue para monitorar a saúde geral.


Conclusão


O exame de pulmão para fumantes é uma medida eficaz para detectar o câncer de pulmão em estágios iniciais, aumentando as chances de tratamento bem-sucedido e melhorando a qualidade de vida. Se você se enquadra no grupo de alto risco,
é fundamental conversar com um médico a possibilidade de realizar o rastreamento regularmente. A detecção precoce pode salvar vidas.


Você que é fumante, já considerou fazer o exame de pulmão? O que falta para você marcar seu exame?


Se você está em busca de um especialista em oncologia clínica, conheça o Dr. Gustavo Schvartsman, formado pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo e com especialização no MD Anderson Cancer Center, ele traz experiência internacional e um forte foco em imunoterapia. Atuando no Hospital Israelita Albert Einstein, Dr. Gustavo oferece tratamentos personalizados, incluindo terapias de última geração e um cuidado integral, garantindo que cada paciente receba as melhores opções de tratamento disponíveis. Para mais informações navegue no site ou para agendar uma consulta clique aqui.


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Pacientes com metástases cerebrais Por atravessar o sistema nervoso central, o medicamento é especialmente útil para: Controlar metástases cerebrais já diagnosticadas Prevenir o surgimento de novas lesões Reduzir sintomas neurológicos Postergar radioterapia Dados publicados no New England Journal of Medicine evidenciam redução significativa no risco de progressão intracraniana. Pacientes recém diagnosticados com doença avançada No estudo FLAURA , considerado referência global, o osimertinibe mostrou aumento da sobrevida global para 18,9 meses, contra 10,2 meses com outros TKIs. Em cenários de maior risco biológico, estratégias de intensificação terapêutica têm sido avaliadas. Nesse contexto, o uso do osimertinibe associado à quimioterapia demonstrou prolongamento do tempo até progressão da doença e da sobrevida global, à custa de maior incidência de efeitos colaterais, sendo uma abordagem reservada para casos selecionados. Outra combinação recentemente aprovada é a de lazertinibe, molécula semelhante ao osimertinibe, com amivantamabe, que também foi superior ao osimertinibe isolado no estudo MARIPOSA, mas igualmente associada a toxicidades que exigem manejo cuidadoso. A decisão terapêutica passa por avaliação detalhada do caso, considerando aspectos radiológicos, moleculares, clínicos e as preferências do paciente. No segundo semestre de 2025, o New England Journal of Medicine publicou a análise final de sobrevida global do estudo FLAURA2 , que avaliou o uso do osimertinibe em combinação com quimioterapia à base de platina e pemetrexed como tratamento inicial. Os resultados demonstraram ganho adicional de sobrevida global em comparação ao osimertinibe isolado, com mediana de 47,5 meses versus 37,6 meses, respectivamente, confirmando que a intensificação terapêutica pode trazer benefício clínico relevante em pacientes selecionados, embora associada a maior incidência de efeitos adversos, exigindo criteriosa avaliação individual. Pacientes operados com alto risco de recidiva Desde 2020, o Osimertinibe é aprovado como terapia adjuvante em alguns estágios de tumores operados com mutações EGFR, que carregam alto risco de recidiva a despeito da cirurgia completa. O estudo ADAURA demonstrou uma redução de aproximadamente 80 por cento no risco de recidiva ou morte. Efeitos colaterais O Osimertinibe costuma ser bem tolerado, mantendo bom perfil de segurança. Entre os efeitos mais frequentes estão diarreia, erupções cutâneas, fadiga, alterações nas unhas, e tosse leve. Efeitos raros incluem pneumonite e prolongamento do intervalo QT. O monitoramento com o oncologista reduz riscos e permite ajustes adequados do tratamento quando necessário. Como é feito o diagnóstico das mutações EGFR Para indicar o Osimertinibe corretamente, é essencial identificar as mutações por meio de: Sequenciamento de nova geração (NGS) PCR em tempo real Biópsia líquida (quando o tumor libera DNA no sangue) Esses métodos estão amplamente disponíveis e ajudam a escolher a melhor abordagem terapêutica. Atenção! O NGS é sempre preferível para buscar co-mutações associadas ao EGFR que podem afetar prognóstico e auxiliar na decisão de tratamento, uma vez que hoje há mais de uma opção. Esse método sequencia centenas de genes ao mesmo tempo. Por que isso é decisivo Sem o teste molecular, não é possível confirmar se o tumor depende da via EGFR. Sem essa informação, o tratamento pode não trazer o benefício esperado. Osimertinibe como parte de um tratamento personalizado O plano terapêutico é individualizado e leva em conta o tipo e localização do tumor, o estágio da doença, a existência de metástases e as condições clínicas do paciente. Muitas vezes, o Osimertinibe integra um programa terapêutico que pode incluir: Imunoterapia Quimioterapia Radioterapia Cuidados de suporte Essa integração promove melhor controle, diminui sintomas e contribui para avanços importantes na qualidade de vida. Perguntas frequentes
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