Como o trastuzumab deruxtecan está transformando a abordagem do câncer de mama

Gustavo Schvartsman • 14 de maio de 2025

O câncer de mama é uma das principais causas de mortalidade entre mulheres em todo o mundo. Com os avanços na medicina, novos tratamentos têm sido desenvolvidos para melhorar as taxas de sobrevivência e a qualidade de vida dos pacientes. Um desses avanços é o trastuzumab deruxtecan, um medicamento que vem transformando a abordagem do tratamento para o câncer de mama HER2-positivo e outros subtipos.


Neste artigo, entenda como essa terapia funciona, suas indicações e os benefícios observados em estudos recentes.
Continue a leitura e saiba mais sobre esse medicamento.


O que é o trastuzumab deruxtecan?


O trastuzumab deruxtecan é um anticorpo conjugado a medicamento (ADC) desenvolvido para
combater células tumorais que expressam a proteína HER2. Essa terapia associa um anticorpo específico a um agente quimioterápico potente, garantindo que a droga seja direcionada com precisão às células cancerígenas.


Essa abordagem
aumenta a eficácia na destruição das células-alvo, ao mesmo tempo em que minimiza os danos aos tecidos saudáveis.


Como funciona o trastuzumab deruxtecan?


O funcionamento do trastuzumab deruxtecan envolve duas etapas principais:



  1. Ligação ao receptor HER2: O medicamento se conecta à proteína HER2 na superfície das células cancerosas, identificando com precisão as células-alvo.
  2. Liberação do agente quimioterápico: Após a ligação, o complexo é internalizado pela célula, liberando o agente quimioterápico diretamente em seu interior, o que resulta na destruição eficaz da célula tumoral e reduz os danos aos tecidos ao redor.


Indicações do trastuzumab deruxtecan


O trastuzumab deruxtecan é indicado para pacientes com
câncer de mama nos seguintes casos abaixo:


Câncer de mama HER2-Positivo

Pacientes com esse subtipo de câncer costumam ser tratados com terapias direcionadas, como o trastuzumabe. No entanto, o trastuzumab deruxtecan surge como uma opção mais eficaz, especialmente para aqueles que desenvolveram resistência a tratamentos anteriores.


Câncer de mama HER2-Baixo


Novas pesquisas mostram que o trastuzumab deruxtecan pode ser eficaz em casos de câncer de mama com baixa expressão de HER2,
aumentando as possibilidades de tratamento para um grupo mais amplo de pacientes.


Benefícios do trastuzumab deruxtecan


Os benefícios do trastuzumab deruxtecan em comparação com outros tratamentos são amplamente valorizados pelos especialistas. Entre suas principais vantagens estão:


  • Alta eficácia: Estudos clínicos revelam taxas de resposta superiores a 60% em pacientes previamente tratados.
  • Aumento da sobrevida: O medicamento tem demonstrado prolongar significativamente a sobrevida livre de progressão da doença.
  • Redução da resistência ao tratamento: O potente agente quimioterápico minimiza a chance de as células cancerosas desenvolverem resistência.


Resultados de estudos clínicos


Os ensaios clínicos sobre o uso do trastuzumab deruxtecan têm mostrado resultados promissores.


Estudos de Fase 3:
Um estudo publicado no New England Journal of Medicine indicou que pacientes tratados com o medicamento tiveram uma sobrevida livre de progressão maior em comparação com tratamentos convencionais.


A indicação original é para tumores com alta expressão de HER2 (3+ ou FISH positivo). Porém, hoje se sabe que funciona mesmo para pacientes com baixa expressão (HER2-low - 1+ ou 2+), sendo importante arma terapêutica hoje para cerca de 60% das pacientes com câncer de mama avançado. 


Taxas de resposta: Em pacientes com câncer HER2-baixo, a taxa de resposta foi de cerca de 50%, representando um avanço significativo para subtipos com opções limitadas de tratamento.


Possíveis efeitos colaterais


Embora o trastuzumab deruxtecan seja, em geral, bem tolerado, é fundamental estar atento aos possíveis efeitos adversos, que incluem:


  • Náuseas e vômitos
  • Fadiga
  • Toxicidade pulmonar: um efeito colateral sério que requer acompanhamento rigoroso para detecção precoce de complicações.


Perguntas frequentes


Para que serve a trastuzumabe deruxtecana?

O trastuzumabe deruxtecan é usado para tratar câncer de mama HER2-positivo, especialmente em pacientes que não responderam a outras terapias.


Quais são os efeitos colaterais do trastuzumabe deruxtecan?

Os efeitos colaterais podem incluir náuseas, vômitos, fadiga e, em casos mais graves, toxicidade pulmonar.


Qual o tempo de tratamento com trastuzumabe deruxtecan?

A duração do tratamento varia conforme a resposta do paciente, podendo ser de meses a anos, com avaliação regular do oncologista.


Quais são os benefícios do trastuzumab deruxtecan em comparação com outros tratamentos?

Entre os principais benefícios estão alta eficácia, taxas de resposta superiores a 60% e aumento significativo na sobrevida livre de progressão da doença.


Como tomar trastuzumabe deruxtecan?

O trastuzumabe deruxtecan é administrado por infusão intravenosa em ambiente hospitalar sob supervisão médica.


Qual medicação pode ser utilizada no caso de falha do trastuzumabe deruxtecan?

Opções alternativas podem incluir outras terapias direcionadas, quimioterapia ou novas drogas em estudos clínicos, conforme recomendação médica.


O trastuzumab deruxtecan pode ser usado em pacientes com câncer HER2-baixo?

Sim, pesquisas recentes indicam benefícios para pacientes com baixa expressão de HER2, ampliando o uso para mais casos de câncer de mama.


Como o trastuzumab deruxtecan interage com outros tratamentos oncológicos?

O trastuzumab deruxtecan pode ser combinado com outras terapias dependendo do protocolo de tratamento estabelecido pelo oncologista, mas a interação com outros medicamentos deve ser cuidadosamente monitorada para evitar toxicidade adicional.


Quais são os sinais de toxicidade pulmonar e como reconhecê-los?

Sinais de toxicidade pulmonar incluem tosse persistente, falta de ar e febre. É crucial informar imediatamente o médico caso esses sintomas ocorram para um manejo adequado. Eu costumo avaliar periodicamente com tomografia de tórax, mesmo na ausência de sintomas.


O tratamento com trastuzumab deruxtecan pode ser interrompido temporariamente?

Sim, em casos de efeitos colaterais significativos, o oncologista pode optar por interromper o tratamento temporariamente para permitir a recuperação do paciente antes de reiniciar.


O trastuzumab deruxtecan é eficaz em todos os subtipos de câncer de mama HER2-positivo?

A eficácia pode variar com o perfil molecular do tumor; é mais indicado para certos casos onde outros tratamentos falharam, e estudos estão em andamento para avaliar sua abrangência completa.


Quem toma trastuzumabe pode pintar o cabelo?

Em geral, é possível, mas é recomendável discutir com o médico devido à sensibilidade do couro cabeludo durante o tratamento.


Quem toma trastuzumabe deruxtecan pode beber?

Beber com moderação pode ser permitido, mas é importante consultar o médico, pois o álcool pode interagir com os efeitos colaterais do tratamento.


Conclusão


O trastuzumab deruxtecan representa um avanço notável na luta contra o câncer de mama, oferecendo uma nova esperança para pacientes que enfrentam essa condição desafiadora. Seus benefícios, comprovados por estudos clínicos, reforçam seu potencial como uma das terapias mais eficazes disponíveis. Se você está em busca de opções de tratamento para câncer de mama,
converse com um oncologista sobre a possibilidade do trastuzumab deruxtecan.


Se você está em busca de um especialista em oncologia clínica, sou o Dr. Gustavo Schvartsman. Me formei pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo e me especializei no MD Anderson Cancer Center, adquirindo experiência internacional e aprofundando meu foco em imunoterapia. Hoje atuo no Hospital Israelita Albert Einstein, onde ofereço tratamentos personalizados e terapias de última geração. Meu compromisso é garantir que cada paciente receba o melhor cuidado possível e as opções de tratamento mais adequadas para seu caso, independente do seu acesso ao sistema de saúde. Para mais informações, explore o meu site ou clique aqui para agendar uma consulta.


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Outra combinação recentemente aprovada é a de lazertinibe, molécula semelhante ao osimertinibe, com amivantamabe, que também foi superior ao osimertinibe isolado no estudo MARIPOSA, mas igualmente associada a toxicidades que exigem manejo cuidadoso. A decisão terapêutica passa por avaliação detalhada do caso, considerando aspectos radiológicos, moleculares, clínicos e as preferências do paciente. No segundo semestre de 2025, o New England Journal of Medicine publicou a análise final de sobrevida global do estudo FLAURA2 , que avaliou o uso do osimertinibe em combinação com quimioterapia à base de platina e pemetrexed como tratamento inicial. Os resultados demonstraram ganho adicional de sobrevida global em comparação ao osimertinibe isolado, com mediana de 47,5 meses versus 37,6 meses, respectivamente, confirmando que a intensificação terapêutica pode trazer benefício clínico relevante em pacientes selecionados, embora associada a maior incidência de efeitos adversos, exigindo criteriosa avaliação individual. Pacientes operados com alto risco de recidiva Desde 2020, o Osimertinibe é aprovado como terapia adjuvante em alguns estágios de tumores operados com mutações EGFR, que carregam alto risco de recidiva a despeito da cirurgia completa. O estudo ADAURA demonstrou uma redução de aproximadamente 80 por cento no risco de recidiva ou morte. Efeitos colaterais O Osimertinibe costuma ser bem tolerado, mantendo bom perfil de segurança. Entre os efeitos mais frequentes estão diarreia, erupções cutâneas, fadiga, alterações nas unhas, e tosse leve. Efeitos raros incluem pneumonite e prolongamento do intervalo QT. 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