Larotrectinib é aprovado pelo FDA para o tratamento de tumores sólidos com fusões no NTRK

Dr. Gustavo Schvartsman • 28 de novembro de 2018

Em 26 de novembro de 2018, a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos concedeu aprovação acelerada ao larotrectinibe (VITRAKVI, Loxo Oncology Inc. e Bayer) para pacientes adultos e pediátricos com tumores sólidos que possuem uma alteração genética específica - uma fusão no gene NTRK (neurotrófica de receptor de tirosina quinase).

 

O tumor deve ser metastático ou em casos onde a ressecção cirúrgica pode resultar em morbidade grave, e após falhas ao tratamento padrão já estabelecido para a doença em questão.

 

Esta é a segunda aprovação do FDA para tratamento de tumores que compartilham uma alteração molecular como seu mecanismo de desenvolvimento, e não pelo tipo de tumor primário (pulmão, pâncreas, mama, etc.). Chamamos esse tipo de aprovação de "tumor agnóstica".

 

A aprovação baseou-se em dados de três ensaios clínicos multicêntricos, de braço único. A identificação da fusão do gene NTRK foi determinada prospectivamente em laboratórios locais usando sequenciamento de nova geração (NGS) ou hibridização fluorescente in situ (FISH). É uma alteração rara que ocorre em 1% da maioria dos tumores mais comuns, mas pode ser encontrada com maior frequência em tumores pediátricos, como o fibrossarcoma infantil.

 

A eficácia foi avaliada nos primeiros 55 pacientes com tumores sólidos irressecáveis ​​ou metastáticos que abrigam uma fusão do gene NTRK. Doze pacientes tinham menos de 18 anos de idade. Um total de 12 tipos de câncer foram representados, sendo os mais comuns:

- tumores de glândulas salivares (22%)

- sarcoma de partes moles (20%)

- fibrossarcoma infantil (13%)

- câncer de tireoide (9%)

 

A taxa de resposta (redução de mais de 30% do volume do tumor) foi de 75%, incluindo 22% de respostas completas. A duração da resposta foi de 6 meses ou mais para 73% dos pacientes.

 

A segurança do larotrectinib foi avaliada em 176 doentes inscritos nos três ensaios clínicos, incluindo 44 doentes pediátricos. As reações adversas mais frequentes (≥20%) com larotrectinib foram fadiga, náuseas, tonturas, vômitos, aumento das enzimas hepáticas, tosse, obstipação e diarreia. No geral, o tratamento foi bem tolerado e as toxicidades manejáveis.

 

Fontes:

https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1714448

https://www.fda.gov/Drugs/InformationOnDrugs/ApprovedDrugs/ucm626720.htm


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Outra combinação recentemente aprovada é a de lazertinibe, molécula semelhante ao osimertinibe, com amivantamabe, que também foi superior ao osimertinibe isolado no estudo MARIPOSA, mas igualmente associada a toxicidades que exigem manejo cuidadoso. A decisão terapêutica passa por avaliação detalhada do caso, considerando aspectos radiológicos, moleculares, clínicos e as preferências do paciente. No segundo semestre de 2025, o New England Journal of Medicine publicou a análise final de sobrevida global do estudo FLAURA2 , que avaliou o uso do osimertinibe em combinação com quimioterapia à base de platina e pemetrexed como tratamento inicial. 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